sábado, 19 de março de 2011

Relação afetiva de seres humanos com animais domésticos é o novo fenômeno entre brasileiros , americanos e britânicos.


Foto: Marcos Santos
Bebê na janela da cozinha supervisiona sua dona enquanto ela prepara o almoço.


Foto: Marcos Santos
Bêbe e sua vovó July, aguardam na janela da cozinha a hora em que o almoço ficará pronto.
 Nova York, assim como outras grandes cidades, tem muitos cães, a maioria vivendo em apartamentos pequenos com seus donos.
O departamento de saúde da cidade tinha mais de 99 mil cachorros em seus registros no ano passado, mas a estimativa é a de que o número chegue a 500 mil.
E, agora, os donos que gostam da vida noturna da cidade têm onde deixar seus cães.
Trata-se do Fetch Night Club, exclusivo para cães, que tem tudo o que é preciso: DJ, pista de dança, bebidas e petiscos sofisticados.
A diretora criativa da casa, Ami Goodheart, conta que, quando saía à noite com os amigos, eles sempre tinham de voltar para casa, para cuidar dos cachorros.
Aqui é Nova York. Se as pessoas podem deixar os cães em algum lugar enquanto trabalham, por que não podem sair à noite, até as quatro da manhã, e ter um lugar para deixar os cachorros?
Goodheart é de Nova York, tem um cachorro e sabe quais são os problemas que essas pessoas podem enfrentar quando saem de casa.
O clube foi aberto em janeiro deste ano e funciona no porão de uma casa no distrito financeiro de Manhattan.
O horário de abertura da boate canina é entre 19h e 0h. Custa R$ 42 (US$ 25).
O clube canino tem tudo o que uma boa casa noturna precisa ter: parede com fotos de clientes VIPs, decoração dourada, em formato de ossos, uma pista de dança ou de brincadeiras espaçosa.
Ami Goodheard, a diretora do Fetch, conta que o lugar não é para humanos, tudo lá é feito para os cães. E, claro enquanto eles estão no local, os funcionários mantêm todos ocupados.
Então, quando os donos vão pegá-los depois da noitada, os cães simplesmente caem no sono e dormem a noite inteira.
E, para os donos que querem passar a noite fora, o Fetch também tem um hotel, onde os cães podem ficar até a manhã seguinte com serviço completo - Fonte:  site R7.com

Foto: Marcos Santos
Mimi procura o melhor ângulo e numa pose de celebridade esbanja charme e elegância confundindo nossos sentidos. Parece até uma estátua de gesso.
 Já aqui no Brasil no bairro de Itaquera zona leste de São Paulo, o que nos chamou a atenção é a vida mansa de Chorão, Scoth, Belinha, July, Bebê e Bethovenn. Eles ainda não passaram a noite fora em nenhuma boate, mas nem precisa, levam um vidão na casa espaçosa e sempre bem cuidada de sua dona, Guiomar. Para ela, eles são como filhos e o tratamento é vip, incluindo um cardápio bem balanceado com ração e carne de frango. Com exceção da July, todos nasceram no quintal da casa e já faz um ano que a rotina dessa dona dedicada mudou radicalmente; mês passado a Belinha passou por uma cirurgia e agora castrada não corre mais o risco de engravidar dos próprios filhos. “Eles são meus amores e não consigo mais imaginar como seria minha vida sem eles”, afirmou Guiomar. O sonho dela é um dia poder levá-los para o SPA. Além dos caninos, ela também adotou uma gatinha que vive dentro de casa, e, adora tirar fotos. Mimi, quando percebe que alguém está com uma câmera nas mãos corre para fazer uma pose e, seu lugar preferido é a televisão por ser um local alto e que destaca ainda mais o seu charme e elegância. Este fenômeno vem ocorrendo cada vez mais e, com maior intensidade independente da classe social. A sede do governo britânico em Londres tem um novo habitante: Larry, um gato de 4 anos, que foi adotado pelo primeiro-ministro David Cameron para caçar os ratos da residência oficial. 
Foto: Google imagens
Larry pelo jeito também adora fazer pose.
Um porta voz do governo disse que Cameron e os dois filhosmais velhos são apaixonados por felinos. Segundo o porta-voz, Larry é um ótimo caçador de ratos, características dos gatos que viveram por anos nas ruas. "Estou profundamente maravilhado por poder acolher Larry aqui em casa", afirmou o primeiro ministro britânico. O gato malhado deixou o abrigo da organização inglesa Battersea Dogs & Cats Home para se unir a cameron e sua família no combate a praga, depois que um roedor foi flagrado mais de uma vez na escadaria da mais famosa residência londrina.
 Cada pessoa dá o tratamento que está ao seu alcance, seja em casa, sede de governos, boates, enfim: o que percebe-se é que, independente da condição economica, o que realmente prevalece é  o amor, carinho e afeto, que chega até mesmo ultrapassar os limites normais, de uma simples relação entre ser humano e animal.

Texto: Marcos Santos

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