quarta-feira, 20 de junho de 2012

20 de junho de 2012


A verdade por trás das fotos apetitosas dos sanduíches do McDonald’s
Por Carlos Merigo


Quem mostra é a própria diretora de marketing do McDonald’s no Canadá. Hope Bagozzi visita uma sessão de fotografia do sanduíches da rede, e explica o motivo da foto no cardápio ser tão diferente do produto real.
A explicação básica é: Na foto, a edição valoriza os ingredientes para fora do pão.
Obviamente, não é tão simples assim, mas aqui é o McDonald’s dando a cara a tapa e falando de algo que toda a indústria do fast food foge. Importante notar também no vídeo, a exibição de outros truques de edição no Photoshop para criar esse aspecto.

Saiba mais: http://www.brainstorm9.com.br/30485/advertising/a-verdade-por-tras-das-fotos-apetitosas-dos-sanduiches-mcdonalds/


 



segunda-feira, 4 de junho de 2012

04 de junho de 2012



Por: Equipe Pandora


O elevado aumento dos preços do ouro em escala internacional fez crescer a mineração e consequentemente a exposição de mineradores ao chumbo e de pessoas que habitam a região das minas. Algumas pessoas escavam as pedras com as próprias mãos. Com as elevadas concentrações de chumbo, o ar, o solo e a água acabam sendo contaminados.


A descoberta de ouro em Zamfara na Nigéria trouxe esperança para moradores, mas também trouxe morte, principalmente de crianças pequenas que são mais vulneráveis aos efeitos tóxicos. Muitas delas em Badega, a quatro horas da capital, são expostas a poeira de chumbo que seus parentes mineradores trazem na roupa após um dia de trabalho. A jovem Amina Murtala de apenas 20 anos perdeu três filhos devido ao envenenamento por chumbo em Zamfara. Desde 2010, cerca de 400 crianças morreram e outras duas mil necessitam de tratamento imediato. A intoxicação por chumbo aguda pode resultar danos irreparáveis para os sistemas nervoso e reprodutivo e para os rins ou até mesmo permanentes deficiências físicas e mentais.


A organização Human Rights Watch pesquisou o impacto do envenenamento por chumbo em comunidades próximas das minas de Zamfara e tem como objetivo convencer o governo federal da Nigéria a urgência da situação. De acordo com o levantamento da ONU realizado em 2011, os níveis de mercúrio no ar estavam quase 500 vezes superior ao limite e na água potável cerca de dez vezes acima do recomendado.


A Human Rights Watch pede por três mudanças essenciais: “primeiro, a implementação de práticas mais seguras de mineração no local. Em segundo lugar, a limpeza das áreas contaminadas. E em terceiro lugar, o tratamento de crianças em risco de envenenamento por chumbo”. É essencial que o meio-ambiente seja limpo para que as crianças não sejam expostas novamente à contaminação. O presidente Goodluck Jonathan concordou em liberar 650 milhões de naira, aproximadamente 4 milhões de dólares. O dinheiro será usado para tratar do meio ambiente e realizar práticas mais seguras de mineração no Estado de Zamfara. Essas condições podem dar uma melhor chance de uma vida saudável ao mais novo bebê de Amina.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como a cerveja se tornou a bebida mais consumida no Brasil e resto do mundo.


   Cerveja é a terceira bebida mais consumida no mundo
                                                                          
Imagem cedida pela assessoria de imprensa do Bar Melograno


Por: Marcos Santos

Falar de cerveja no Brasil é o mesmo que falar de futebol, aliás, ambos fazem um par perfeito, pois chegaram  em solo brasileiro no século XVII e de lá para cá se tornaram uma paixão nacional. Apesar do futebol ter conquistado o coração dos quase 200 milhões de brasileiros, o destaque de hoje é para a “breja”, “loira gelada”,  “aquela que desce redondo”, enfim, o nome popular dado a bebida é o que menos importa. Atualmente, o produto é consumido em larga escala e com longa tradição por aqui e, de acordo com pesquisas e vários artigos já publicados na internet e nos maiores veículos de comunicação do país, não foi nada fácil incorporar essa cultura cervejeira na vida dos brasileiros que tinham como bebidas preferidas àquela época, o vinho e a cachaça, porém o vinho era o mais comercializado devido a  influência e pressão comercial dos portugueses, apesar de  a cerveja já ser produzida por aqui naquela época, mas,  de forma caseira e tímida consumida apenas entre as famílias de imigrantes.  Este  consumo foi crescendo gradualmente após a abertura dos portos brasileiros, o quê possibilitou, inclusive,  a entrada de outros produtos vindos de outros cantos do mundo.  Mas, foi em 1846, que surgiu a primeira notícia sobre a fabricação de cerveja em nível comercial no Brasil. Tudo começa quando chega ao solo gaúcho o casal alemão Ritter. Johann Heinrich Ritter II e Caroline Julliane Roth que imigrou da Alemanha para cá naquele ano com seis filhos. Originários da Aldeia de Kempfield e arredores, situados no quadrilátero formado pelos rios Reno, Mosela, Sarre e Nahe, zona conhecida como Hunsruck.  Dois filhos do casal imigrante, Phillip Ritter casado com Catharina Kurtz e Karl Ritter, casado com Maria Elisabheta Schreiner, se mudaram para São Lourenço do Sul, localizado no Sul do Estado  e se dedicaram à agricultura e a produção de cerveja. Na região de Linha Nova, na época uma colônia (Picada Nova) que pertenceu inicialmente a São Leopoldo, depois a São Sebastião do Caí, ficou um agricultor de 24 anos nascido em 10 de março de 1822 em Kempfeld/ Hunsruck, de nome Georg Heinrich Ritter e que durante a viagem de navio conheceu sua primeira esposa, Elisabeth Fuchs, nascida em 19 de janeiro de 1827 em Niederlinxweiler na Alemanha e que, emigrava com seus pais e irmãos no mesmo navio. Georg Heinrich Ritter foi o pioneiro na cervejaria no sul brasileiro. Georg era dotado de várias habilidades, porém a que mais se destacou foi exatamente a arte e as técnicas infalíveis na fabricação de cerveja que aprendera ainda muito jovem com o seu tio materno de nome Roth. Seguiu rigorosamente a lei de pureza em vigor na Alemanha desde 1516. Na composição: malte de cevada, lúpulo, fermento cervejeiro e água limpa garantiram o sucesso absoluto da primeira cerveja criada no Brasil, a cerveja Ritter. A bebida começara a ser fabricada no ano de 1868 numa escala industrial de produção instalada no porão do casarão da família construído em 1864 na região de Nova Petrópolis  - RS. Nela hospedou-se o primeiro pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Linha Nova, Heinrich Wilhelm Hunsche, enquanto não existia casa paroquial na localidade.
Este foi o primeiro e, decisivo passo, para que seus filhos e genros mais tarde ampliassem o negócio, abrindo outras cervejarias pelo Estado do Rio Grande do Sul , já que a fábrica dos Ritter foi a precursora desse negócio que deu tão certo, que depois da água e do chá, a cerveja é a terceira bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás apenas da Bélgica, Alemanha e Irlanda, países com maior tradição cervejeira. Estima-se que cada belga beba em média, 90 litros de cerveja por ano, mas, o recorde mesmo está com os tchecos, que consomem em torno de 158 litros por ano deixando para trás os alemães com 131 litros/ano e os irlandeses 110 litros/ano. As Lagers, cervejas mais leves são as cervejas mais consumidas no mundo, responsáveis por exemplo por mais de 99% das vendas de cerveja do Brasil. Originarias da Europa Central no século 14, são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%. Tem entre seus tipos mais conhecidos a Pilsener, tipo de cerveja originariamente criada no século XIX na cidade de Pilsen, região da Boêmia da República Tcheca, e que por isso muitas vezes é chamada de Pilsen ou Pils ao invés de Pilsener.O empresário Eduardo Passarelli, dono do bar Melo Grano em Vila Madalena Zona Oeste de São Paulo, atua no ramo cervejeiro há seis anos e concorda com esse resultado, no entanto, diz que as cervejas feitas de trigo e as Pale Ale vêm se destacando cada vez na preferência do público. As Pale Ale são mais claras, com graduação alcoólica até 6%. Foram criadas para competirem com as cervejas Pilsen durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma das cervejas belgas que mais projeção ganhou nos últimos anos foi a Westvleteren 12  produzida no mosteiro Saint Sixtus, na Flandres,  considerada pelos usuários do site independente e muito conceituado com base nos EstadoUnidos, www.ratebeer.com, como  a melhor cerveja do mundo. No Brasil as marcas da cervejaria Ambev, Skol, Antarctica e Brahma são as mais consumidas de acordo com a Associação Brasileira de  Bares e Restaurantes. A região Centro O este é recordista em consumo de cerveja no Brasil e, de acordo com o IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, só no Estado de Mato Grosso, a bebida representa 86%  do total consumido em bebidas alcoólicas comercializadas no estado. Por região, este consumo ajuda a alanvacar a geração de empregos nesta área do Brasil respondendo de acordo com o Sindicerv-Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, pela geração de 1.752.470,07 quase dois milhões empregos diretos e indiretos. No site www.cervejaebrasil.com.br você confere os índices das outras regiões.

Existem catalogados mais de 650 tipos de cervejas e as mais consumidas no mundo de acordo com avaliação feita com os consumidores e donos de bares e restaurantes. Só aqui no Brasil é possível encontrar 665 tipos diferentes da bebida, ficando na frente da dos Estados Unidos com 378 e da Bélgica que tem um total de 332 marcas diferentes de cerveja. Confira a tabela abaixo:

Dados do site: www.brejas.com.br

 



sábado, 20 de agosto de 2011

Grupo de pagode Emoção a Mais entrega quadro de medalhas à atleta Personalidade Cidade Tiradentes 2011


Grupo Emoção a Mais entrega quadro de medalhas à atleta
Personalidade da Cidade Tiradentes
20 de agosto de 2011

                                           Foto:  Marcos Santos
Benta apresentando suas medalhas para o Emoção a Mais
e o quê cada uma representa na sua imensa trajetória de atleta.

Por: Marcos Santos

Enquanto milhares de famílias comemoravam o dia dos pais no segundo domingo do mês de agosto,(14)  domingo último, a velocista Benta Antonia da Silva comemorava mais uma conquista na sua carreira e, escrevia mais uma página na sua árdua e brilhante história dentro do atletismo. Só que desta vez a conquista não se tratava de medalhas e nem de troféus e sim, do tão esperado quadro para guardar seus títulos. Na ocasião da nossa primeira entrevista em 2010, a velocista colocou suas medalhas em cima de uma mesa de alvenaria revestida de azulejo, na cozinha de sua casa simples de três cômodos, porém, emblemática em função do   tesouro escondido no anonimato do humilde bairro do extremo leste de São Paulo. Naquela entrevista realizada em novembro de 2010, Benta disse que seu maior sonho era um dia poder organizá-las num quadro de medalhas como todo atleta faz. Após 38 anos de espera, finalmente o sonho foi realizado. Numa nobre iniciativa da MSA Records, o grupo de pagode Emoção a Mais e integrantes da produtora, estiveram na casa da atleta na Cidade Tiradentes e lhes entregaram o quadro, que foi feito sob medida e na cor escolhida por ela. Mesmo com a agenda lotada, o grupo reservou esse tempo para levar alegria e muita emoção, não só para a atleta, como também, para todos os presentes.
 O Emoção a Mais foi recebido pelos amigos e vizinhos da atleta, além da imprensa local. Muito emocionada, Benta revelou para o grupo de pagode o quê cada medalha representa em sua vida e, o quanto tem sido difícil se manter sem patrocinador. Apesar de tanto talento e determinação, Benta Antônia não teve a mesma sorte de alguns atletas brasileiros, como no caso  de Daniele Hypólito e seu irmão Diego Hypólito, mesmo sendo de modalidades diferentes e pessoas tão  simples e de origem pobre, no entantro,  com um histórico profissional bem parecido em termos de conquistas de medalhas e premiações, porém, a atleta da Cidade Tiradentes não obteve o amplo reconhecimento que merece e aguarda há tantos anos, mesmo representando o Brasil em campeonatos internacionais. 
Foto: Google imagens
Já, Daniele Hipólito ainda menina, foi contratada pelo Flamengo em 1994 e se mudou com toda a família para o Rio de Janeiro já com salário fixo. Além disso, o clube também arrumou moradia e emprego para seus pais. Em 1996, ficou em primeiro lugar no Campeonato Nacional, nas categorias individual e geral. No ano seguinte, conseguiu três expressivos resultados: ganhou o Campeonato Brasileiro no individual e no geral. Foi primeira por equipes no Panamericano de ginástica, nas barras e no solo, e oitava no Trophee Massila, no individual e geral. Seguindo os mesmos passos de Daniele, Diego Hypólito, seu irmão, também se destacou como ginasta conquistando vários títulos para o Brasil.
Foto: Google imagens
Além das inéditas finais de Mundial, Diego já dava sinais claros de seu potencial em 2004: conquistou cinco medalhas de ouro em etapas da Copa do Mundo, inclusive, o ouro na grande final, disputada em Birmingham, em dezembro e, em seguida, ganhou em Melbourne sua sexta competição internacional.  Após um 2004 permeado por medalhas, sofreu uma fratura na tíbia da perna direita dias antes da etapa de São Paulo da Copa, em abril. Diego ainda tentou competir, dias depois, mas logo nos primeiros passos, caiu, chorando de dor. Após o diagnóstico de fratura, submeteu-se a uma cirurgia. Em junho, ao treinar desobedecendo as orientações médicas, agravou a lesão. Resultado: só pôde voltar aos treinos na segunda quinzena de outubro. Como todo atleta, Benta Antônia também enfrenta problemas físicos, mas sem clube definido e sem patrocinador, as dificuldades para se recuperar são imensas, já que não tem plano de saúde e depende da rede pública que não tem vaga e, nem equipamentos modernos suficientes para vários procedimentos. No caso da velocista, ela aguarda desde o começo deste ano, um exame de ressonância magnética do anti-braço e cotovelo. “Agradeço muito a Deus por ter colocado pessoas tão especiais na minha vida como o jornalista Marcos Santos e agora os produtores da MAS Records e o grupo Emoção a Mais.” Ressaltou a velocista.
Para a MSA Records e o grupo Emoção a Mais, é um privilégio poder fazer parte deste capítulo da história da atleta Benta Antônia da Silva que recentemente recebeu o título de personalidade Cidade Tiradentes 2011, por fazer dessa modalidade esportiva, um instrumento de inclusão social e, de qualidade de vida para crianças e adolescentes daquele bairro e regiões.
Benta recebe CD do grupo Emoção a Mais
Familiares, Ale, Skylo, Jornalista Marcos Santos e Emoção a Mais posam
para foto com a atleta Benta Antônia da Silva em 14/08/2001

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Atleta  realizando o sonho de ter suas medalhas organizadas num quadro
por ordem de data e importâncias de títulos.

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Velocista e Grupo Emoção a Mais posam para foto ao brilho das medalhas de ouro
expostas sobre a mesa de alvenaria.




Para saber mais sobre a trajetória de sucesso da velocista, acesse a matéria publicada neste blog no dia 29 de novembro de 2010, no ícone ao lado.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Harry Potter e a Ética de Imprensa

22 de julho de 2011

por Sheila Vieira
“É possível contar um monte de mentiras dizendo apenas a verdade”.
Manual de Redação da Folha de S. Paulo
Na criação do mundo mágico das histórias de Harry Potter, J.K. Rowling deu relevância a diversas instituições do mundo moderno. Uma delas é a imprensa, vista com um olhar mais atento em “Cálice de Fogo” e “Ordem da Fênix”. Minha proposta neste texto será entender como a autora vê o exercício do jornalismo através de suas críticas subentendidas (ou não) nos livros. Meus dois “estudos de caso” serão “O Profeta Diário” (vendo como a mídia tem um papel importantíssimo em tempos de insegurança) e sua repórter Rita Skeeter (analisando a falta de ética na prática jornalística).
                   A SUBMISSÃO DA IMPRENSA EM TEMPOS DE INSEGURANÇA
Rowling muito provavelmente já deve ter lido “1984” de George Orwell, um dos livros mais famosos da Literatura britânica. Lançado em 1949, descreve uma Inglaterra nos anos 80 sob o comando de um governo totalitário, que dominava todas as formas de comunicação e vigiava os cidadãos 24 horas por dia (a expressão “Big Brother” surgiu deste livro). Os integrantes do partido dominante acreditavam que, ao regular o acesso à informação, era possível moldar a visão das pessoas sobre o presente, e até sobre o passado. Apesar de retratar uma situação extrema e fictícia, o livro expõe uma situação verificável na própria História: uma das primeiras coisas que um governo sob pressão ou solidificando seu poder faz é censurar e/ou tomar os veículos de informação.
Isso acontece, pois a imprensa que conhecemos tem a intenção de fiscalizar o poder e defender a democracia. No entanto, nas mãos de um Cornélio Fugde amedrontado, por exemplo, os jornais passam a ser um mero reprodutor das opiniões oficiais, tentando a qualquer custo conter o fortalecimento de grupos que possam se tornar mais populares do que o governo. Este era o risco que a Ordem da Fênix representava para o Ministério da Magia.
No entanto, a falta de independência editorial do “Profeta” não é a única ferida em que a autora põe o dedo. O número reduzido de veículos com grande circulação também é algo visível nos livros, quando publicações alternativas como “O Pasquim” não têm espaço, tampouco popularidade. Uma imprensa que não mostra diversidade de opiniões tende a defender os interesses de poucos, logo, vai contra os princípios democráticos. Na Grã-Bretanha real, há um razoável número de jornais de prestígio (e outros nem tanto, falaremos disso logo em seguida), no entanto, o rádio e a TV têm um grande predomínio da BBC, uma rede estatal.
SOBRE ÉTICA E RITA
Falaremos então de Rita Skeeter. Temos aqui ataque bem explícito ao sensacionalismo dos tablóides ingleses, que violam a privacidade das pessoas, mantêm relações obscuras com suas fontes e distorcem declarações. A principal marca desses veículos é a destruição de reputações e a superexposição da vida privada de personalidades conhecidas pelo público. Nos livros, isso acontece com Hagrid, Dumbledore e com o próprio Harry Potter.
Sem dúvida, Rowling colocou muito de sua experiência pessoal ao escrever sobre isso. Sua vida foi completamente devastada pelos jornalistas britânicos, que buscaram os mínimos detalhes de seu relacionamento com familiares e seu ex-marido. Esses “jornalistas” fazem sua defesa afirmando que, a partir do momento que a pessoa se torna conhecida, automaticamente perde o direito de se preservar (em português claro: “Está na chuva para se molhar”). Esse debate ficou mais acirrado em um dos episódios mais marcantes da História recente da Inglaterra: o assassinato da princesa Diana em 97. Lady Di foi perseguida por um carro de “paparazzi”, seu veículo bateu e capotou, causando sua morte, e o mundo se voltou contra a chamada “imprensa marrom”. Alguns acreditam até hoje que Diana sempre estimulou esse culto à sua personalidade, e o desfecho dessa história (a condenação do motorista da princesa, aparentemente bêbado) mostra que os ingleses ainda preferem não mexer muito nesse vespeiro. Enquanto o público ainda quiser os detalhes “picantes” das personalidades, como a vida familiar de Dumbledore, por exemplo, o total desrespeito dos jornalistas ao direito de privacidade continuará.
Sabemos muito bem quais eram as motivações do “Profeta” e de Rita ao destruir a reputação de Hagrid em “Cálice de Fogo”. Porém, os métodos que um jornalista utiliza para falsificar informações são muitos. A cena da pena de repetição rápida tanto no livro quanto no filme é uma paródia exagerada, mas muito engraçada sobre a distorção de declarações de um entrevistado. No caso de Hagrid, houve a publicação de uma conversa reservada, quando ele diz que sua mãe é gigante. Ao ler o livro, ficamos revoltados com a forma que Rita trabalha, principalmente pela simpatia que temos pelo personagem. Mas no mundo real vemos jornalistas terem a mesma conduta todos os dias (com câmeras escondidas e grampos telefônicos) e aceitamos tudo isso, pois isso seria um meio necessário para atingir um “bom fim” (tornar público algo relevante). Há limites para tudo, inclusive para o jornalismo, mas qualquer tipo de questionamento já é visto como “defesa da censura”.
Rita é uma péssima jornalista porque mente. Mas também porque não é verdadeira a respeito dos métodos que usa para obter suas informações, e aqui ela deixa de ser uma paródia para representar algo que está acontecendo muito na imprensa, cada vez mais. Todos dizem ser objetivos e imparciais. Trata-se de uma certa presunção, pois nenhum repórter consegue esconder totalmente o que pensa ao escrever uma matéria. No entanto, o equilíbrio e o bom senso devem sempre ser buscados. Os veículos de informação têm grande responsabilidade nas mãos, e por mais que digam que só retratam o que acontece no mundo, interferem direta ou indiretamente na sociedade. Rowling quer que sejamos capazes de identificar quando um jornal ou jornalista está tendo a mesma postura que o “Profeta” e Rita, e que possamos cobrar informação de qualidade. Afinal, a imprensa deve estar a serviço do interesse público, sempre. Mas isso se torna cada vez mais difícil quando o próprio público legitima comportamentos antiéticos.

Referências:
Eugênio Bucci: Sobre Ética e Imprensa
George Orwell: 1984


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que os jornalistas estão adoecendo mais?



18/07/2011

Por: Elaine Tavares-http://blog.pop.com.br/butucanews/category/espaco-do-jornalista/

O psicólogo, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Heloani, conseguiu levantar um perfil devastador sobre como vivem os jornalistas e por que adoecem. O trabalho ouviu dezenas de profissionais de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir do método de pesquisa quantitativo e qualitativo, envolvendo profissionais de rádio, TV, impresso e assessorias de imprensa.

Segundo Heloani, a mídia é um setor que transforma o imaginário popular, cria mitos e consolida inverdades. Uma delas diz respeito à própria visão do que seja o jornalista. Quem vê a televisão, por exemplo, pode criar a imagem deformada de que a vida do jornalista é de puro glamour. A pesquisa de Roberto tira o véu que encobre essa realidade e revela um drama digno de Shakespeare. Deixa claro que, assim como a absoluta maioria é completamente apaixonada pelo que faz, ao mesmo tempo está em sofrimento pelo que faz, o que na prática quer dizer que, amando o jornalismo, eles não se sentem fazendo esse jornalismo que amam, sendo obrigados a realizar outra coisa, a qual odeiam. Daí a doença!
Um dado interessante da pesquisa é que a maioria do pessoal que trabalha no jornalismo é formada por mulheres e, entre elas, a maioria é solteira, pelo simples fato de que é muito difícil encontrar um parceiro que consiga compreender o ritmo e os horários da profissão. Nesse caso, a solidão e a frustração acerca de uma relação amorosa bem sucedida também viram foco de doença.

                                                          O aumento da multifunção
                                            A multifunção hoje é “comum” nas redações
Heloani percebeu que as empresas de comunicação atualmente tendem a contratar pessoas mais jovens, provocando uma guerra entre gerações dentro das empresas. Como os mais velhos não tem mais saúde para acompanhar o ritmo frenético imposto pelo capital, os patrões apostam nos jovens, que ainda tem saúde e são completamente despolitizados. Porque estão começando e querem mostrar trabalho, eles aceitam tudo e, de quebra, não gostam de política ou sindicato, o que provoca o enfraquecimento da entidade de luta dos trabalhadores. “Os patrões adoram porque eles não dão trabalho.”
Outro elemento importante desta “jovialização” da profissão é o desaparecimento gradual do jornalismo investigativo. Como os jornalistas são muito jovens, eles não têm toda uma bagagem de conhecimento e experiência para adentrar por estas veredas. Isso aparece também no fato de que a procura por universidades tradicionais caiu muito. USP, Metodista ou Cásper Líbero (no caso de São Paulo) perdem feio para as “uni”, que são as dezenas de faculdades privadas que assomam pelo país afora. “É uma formação muitas vezes sem qualidade, o que aumenta a falta de senso crítico do jornalista e o torna mais propenso a ser manipulado.” Assim, os jovens vão chegando, criando aversão pelos “velhos”, fazendo mil e uma funções e afundando a profissão.
Um exemplo disso é o aumento da multifunção entre os jornalistas mais novos. Eles acabam naturalizando a ideia de que podem fazer tudo, filmar, dirigir, iluminar, escrever, editar, blogar etc… A jornada de trabalho, que pela lei seria de cinco horas, nos dois estados pesquisados não é menos que 12 horas. Há um excesso vertiginoso.
Doença é consequência natural
Para os mais velhos, além da cobrança diária por “atualização e flexibilidade”, há sempre o estresse gerado pelo medo de perder o emprego. Conforme a pesquisa, os jornalistas estão sempre envolvidos com uma espécie de “plano B”, o que pode causa muitos danos a saúde física e mental. Não é sem razão que a maioria dos entrevistados não ultrapasse a barreira dos 20 anos na profissão. “Eles fatalmente adoecem, não aguentam.”
O assédio moral que toda essa situação causa não é pouca coisa. Colocados diante da agilidade dos novos tempos, da necessidade da multifunção, de fazer milhares de cursos, de realizar tantas funções, as pessoas reprimem emoções demais, que acabam explodindo no corpo. “Se há uma profissão que abraçou mesmo essa ideia de multifunção foi o jornalismo. E aí, o colega vira adversário. A redação vive uma espécie de terrorismo às avessas.”
Conforme Heloani, esta estratégia patronal de exigir que todos saibam um pouco de tudo nada mais é do que a proposta bem clara de que todos são absolutamente substituíveis. A partir daí o profissional vive um medo constante, se qualquer um pode fazer o que ele faz, ele pode ser demitido a qualquer momento. “Por isso os problemas de ordem cardiovascular são muito frequentes. Hoje, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e o fenômeno da morte súbita começam a aparecer de forma assustadora, além da sistemática dependência química”.
O trabalho realizado por Roberto Heloani verificou que, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, 93% dos jornalistas já não tem carteira assinada ou contrato. Isso é outra fonte de estresse. Não bastasse a insegurança laboral, o trabalhador ainda é deixado sozinho em situações de risco nas investigações e até na questão judicial. Premidos por toda essa gama de dificuldades, os jornalistas não têm tempo para a família, não conseguem ler, não se dedicam ao lazer, não fazem atividades físicas, não ficam com os filhos. Com este cenário, a doença é consequência natural.
Transformados em sócios-cotistas
O jornalista ganha muito mal, vive submetido a um ambiente competitivo ao extremo, diante de uma cotidiana falta de estrutura e ainda precisa se equilibrar na corda bamba das relações de poder dos veículos. No mais das vezes, estes trabalhadores não têm vida pessoal e toda a sua interação social só se realiza no trabalho. Segundo Heloani, 80% dos profissionais pesquisados tem estresse e 24,4% estão na fase da exaustão, o que significa que de cada quatro jornalistas, um está prestes a ter de ser internado num hospital por conta da carga emocional e física causada pelo trabalho.
Doenças como síndrome do pânico, angústia e depressão são recorrentes e há os que até pensam em suicídio para fugir desta tortura, situação mais comum entre os homens. O resultado deste quadro aterrador, ao ser apresentado aos jornalistas, levou a uma conclusão óbvia. As saídas que os jornalistas encontram para enfrentar seus terrores já não podem mais ser individuais. Elas não dão conta, são insuficientes.
Para Heloani, mesmo entre os jovens, que se acham indestrutíveis, já se pode notar uma mudança de comportamento na medida em que também vão adoecendo por conta das pressões. “As saídas coletivas são as únicas que podem ter alguma eficácia”, diz ele. Quanto a isso, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Rubens Lunge, não tem dúvidas. “É só amparado pelo sindicato, em ações coletivas, que os jornalistas encontrarão forças para mudar esse quadro.”
Rubens conta da emoção vivida por uma jornalista na cidade de Sombrio, no interior do estado, quando, depois de várias denúncias sobre sobrecarga de trabalho, ele apareceu para verificar. “Ela chorava e dizia, `Não acredito que o sindicato veio’. Pois o sindicato foi e sempre irá porque só juntos podemos mudar tudo isso.” Rubens ainda lembra dos famosos pescoções, praticados por jornais de Santa Catarina, que levam os trabalhadores a se internarem nas empresas por quase dois dias, sem poder ver os filhos, submetidos a pressão, sem dormir. “Isso sem contar as fraudes, como as de alguns jornais catarinenses que não têm qualquer empregado. Todos são transformados em sócios-cotistas. Assim, ou se matam de trabalhar, ou não recebem um tostão.”
Obs: o estudo foi apresentado em 2010 durante Congresso Estadual dos Jornalistas de Santa Catarina
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Este Blog apóia a luta em defesa do Jornalismo Ético

18/07/2011

Manifesto à Ordem dos Advogados do Brasil - OAB

Em defesa do Jornalismo e da profissão de jornalista

       

Os jornalistas brasileiros, legitimamente representados pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus 31 Sindicatos filiados, estão em permanente luta em defesa do Jornalismo e da regulamentação da profissão de Jornalista. O Jornalismo é um bem público essencial à democracia e não existe Jornalismo sem o profissional Jornalista.

Há no país uma ação permanente, patrocinada pelos grandes grupos de comunicação, para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação jornalística com entretenimento, ficção e mera opinião.

Igualmente, a categoria tem sofrido ataques à sua constituição e organização. O maior golpe foi desferido pela Justiça. Em junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando sua própria jurisprudência, derrubou a exigência da formação de nível superior, específica em Jornalismo, para o exercício da profissão.

Mas a argumentação jurídica que levou a questão ao STF – de que a Constituição Brasileira não acolhera o Decreto-Lei nº 972, de 17/10/1969 – sequer foi lembrada nas argumentações dos ministros. O principal argumento para a derrubada da obrigatoriedade do diploma foi o de que esta exigência fere o princípio da liberdade de expressão consagrado na lei máxima do país.

 Para as entidades representativas dos jornalistas brasileiros, este argumento é uma falácia.  A liberdade de expressão é um direito individual de cada cidadão que não se realiza somente pelos meios de comunicação.  Se assim fosse, para exercer o direito de expressar-se livremente, todo cidadão ou cidadã teria de se transformar em jornalista. Se assim fosse, o Jornalismo seria a mera divulgação da opinião de quem ascendesse à condição de jornalista.
         Como muito bem diz o professor Josenildo Guerra, da Universidade Federal de Sergipe, o argumento “Toma por pressuposto que o jornalismo se esgota na liberdade de expressão, como manifestação de um pensamento individual a ser submetido à apreciação pública.”1



Josenildo Guerra explica a evolução do Jornalismo:
“A imprensa, como suporte tecnológico de um veículo, o jornal, foi importante em diversos momentos da história, seja mundial seja deste nosso país, como instrumento de publicação de idéias e ideais de diferentes atores políticos. Com o parlamento, forma os dois grandes fóruns das sociedades democráticas modernas para o debate de questões de interesse público. Mas, em benefício da própria sociedade, a imprensa evolui, transformou-se em jornalismo: uma prática voltada não apenas para ser o instrumento da livre expressão de seus colaboradores, mas para garantir e disponibilizar as informações necessárias ao público, a fim de que se inteire do que acontece na sociedade e os cidadãos possam formar seus próprios juízos.
Essa transformação configura um novo papel para o jornalista: o de mediador. Ele se abstém de expressar suas convicções, para abrir-se à pluralidade. Ele se abstém do exercício de sua liberdade de expressão, em sentido estrito, para garantir às suas fontes uma mediação imparcial (sim, imparcial, por mais criticado que seja este adjetivo, pois sem ele perde-se toda e qualquer possibilidade de arbitragem em conflitos de interesse). No entanto, ele não prescinde da liberdade de expressão para que o seu trabalho possa circular livremente junto ao público. Assim, o jornalista deixa de ser um publicista, defensor aguerrido de seus ideais políticos, para tornar-se um profissional da mediação: apura os fatos e leva informações sobre eles ao público, medeia a exposição dos interesses e de visões nas situações de conflito.”

O professor Elias Machado, da Universidade Federal de Santa Catarina,  afirma que quem critica a exigência do diploma desconhece a especificidade da função social do Jornalismo e a sua natureza como modalidade de compreensão da realidade.

 “O equívoco da crítica ao diploma consiste em que toma a liberdade de expressão individual como parâmetro universal para todos os tipos de discursos sociais, confundindo produtos publicados na imprensa, rádio, TV e nas redes digitais com as manifestações típicas de conversas entre amigos ou intervenções políticas no espaço público. Como prática social especializada o exercício do jornalismo pressupõe a obtenção do diploma universitário porque o bom nível jornalístico das publicações, dos programas de rádio e TV ou das páginas nas redes depende do domínio de conceitos elementares sobre categorias como notícia, reportagem, editorial, e ética, entre muitos outros, e de técnicas de apuração, diagramação e edição.” 3
Não restam dúvidas de que o papel dos jornalistas é o de buscar a diversidade e a pluralidade de opiniões, garantindo com o seu trabalho, a expressão dos indivíduos e dos grupos sociais constituídos e permitindo que a sociedade forme juízo sobre os mais diversos assuntos de interesse público.
Igualmente, não restam dúvidas de que o Jornalismo não é uma simples atividade que pode ser exercida por qualquer um, independentemente de qualificação profissional. O Jornalismo é uma forma de produção de conhecimento sobre a realidade social. Requer prévios conhecimentos teóricos e metodológicos, que fundamentam o conhecimento produzido.
Ainda é preciso levar em conta que a desregulamentação da profissão de jornalista pode levar ao ataque a tantas outras profissões regulamentadas. O Brasil tem uma tradição jurídica de regulamentar o exercício da maioria das profissões, especialmente as de nível superior. É função do Estado determinar parâmetros e requisitos mínimos no processo de formação do futuro profissional, estabelecendo padrões de qualidade na prestação de serviços à sociedade. Dessa forma, a regulamentação é meio legítimo de defesa corporativa, mas sobretudo certificação social de qualidade e segurança ao cidadão.
A regulamentação da profissão de jornalista no Brasil remonta ao início do século 20 e foi consolidada como resultado da organização da categoria. O fim da exigência do diploma abala estruturalmente a regulamentação em vigor, significando um grande retrocesso histórico, tanto para a categoria quanto para a sociedade.
Por isso, a FENAJ e os 31 Sindicatos de Jornalistas pedem apoio à luta pela aprovação das Propostas de Emendas à Constituição, em tramitação no Senado e na Câmara dos Deputados, que restituem a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício profissional. Mais do que interesses corporativos estão em jogo o direito do cidadão à informação jornalística e, consequentemente, a qualidade da democracia no país.



Federação Nacional dos Jornalistas – Junho de 2011.

1 - Guerra, Josenildo Luiz. Diploma e liberdade de expressão, in Formação Superior em Jornalismo: uma exigência que interessa a toda a sociedade. Disponível em www.fenaj.org.br/livro1.pdf


2- Machado, Elias. O direito do cidadão ao conhecimento público. In Formação Superior em Jornalismo: uma exigência que interessa a toda a sociedade. Disponível em www.fenaj.org.br/livro1.pdf

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Clássicos do samba e pagode são relembrados pelo grupo Numa Boa no bar DuPretto no Tatuapé.

O bairro do Tatuapé se transformou num grande celeiro de artistas que irão brilhar nas paradas de sucesso nos próximos anos. Basta andar entre 50 a 100 metros no centro do bairro, que já é possível  ouvir muito pagode e samba do bom. O bairro já recebeu vários artistas em início de carreira como: Katinguelê, Raça Negra,  Negritude Júnior, Sensação,  Travessos, Sou Muleke, Exaltasamba, Jeito Moleque  e muitos outros. Agora chegou a vez do grupo Numa Boa, confira a matéria:

Foto: Marcos Santos


Foto: Marcos santos
Alemão exibe em seu escritório no centro de São Paulo, algumas das conquistas da MSA Records.



Foto: Marcos Santos
Markinhos, vocalista e cavaquinista do grupo, grande promessa da nova geração do pagode. Ele aproveita e posa para foto.
 


 

Num clima de perfeito entrosamento musical, Numa Boa apresenta os clássicos do
samba e pagode e anima a galera que lotou a casa na zona leste.

A busca por lugar ao sol no mercado da música brasileira tem feito muita gente investir pesado em equipamentos sonoros de última geração e qualificação profissional. O resultado é um som de qualidade e muito agradável, que atrai pessoas de todas as idades, de modo que, é quase impossível ficar parado. O lugar é o quê menos interessa o importante, mesmo, é passar uma tarde ou uma noite na companhia de quem gosta (independente se faz chuva ou sol) relembrando clássicos do samba e do pagode na voz de Alê, e músicas  atuais e inéditas na voz de Markinhos - novo vocalista do grupo. Este foi o clima promovido pelos meninos do 'Numa Boa', formado por Alê (vocalista), Markinhos (vocalista e cavaquinista), Lelê (pandeiro), Renato (tan tan) Esquilo (violão), além de outros músicos já consagrados, que foram convidados pelo Alemão para reforçar no show, daquela tarde e início de noite do dia 02 de abril, sábado último, no Bar e Chopperia DuPretto, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo. O grupo já se apresentou em várias casas e bares da capital, mas o objetivo de Alê é se consagradar no cenário da música brasileira e, inclusive, atravessar frontreiras. É evidente que essa conquista requer muito investimento, sobretudo, em equipamentos de ponta e músicos de alto nível. Na estrada há mais de 10 anos e, sem obter o retorno esperado, o tempo trouxe para  ele experiência e maturidade, tanto na música, quanto na vida pessoal, ou seja, ele não abandonou seu sonho, ao contrário, conseguiu recursos e está investindo pesado em novas tecnologias e profissionais qualificados. O vocalista e empresário do grupo Numa Boa, disse que não pretende ficar só atmosfera empresarial, seu plano é criar uma escola de música para jovens e adolescentes carentes, e para isso, alugou um espaço de 100m² em um prédio no centro de São Paulo. “Eu pretendo oferecer para crianças e jovens adolescentes que não têm condições financeiras, oportunidades de inclusão social por meio da música. É uma forma do grupo fazer a sua parte social para a construção de um país melhor”, concluiu Alemão. Além disso, ele montou seu escritório no segundo andar do mesmo prédio onde futuramente, pretende fechar grandes contratos e shows com bandas e artistas de todos os estilos musicais. Pelas imagens acima é possível perceber que a MAS Records, empresa de Alê e, responsável pela produção e divulgação dos shows, já ajudou a consagrar muita gente, como também duplas sertanejas que estavam no anonimato, mas, hoje, lotam estádios e as melhores casas de espetáculos, não apenas em São Paulo e Rio de Janeiro, mas, em todo o Brasil. Seu escritório já está em fase final de acabamento com inauguração prevista para a próxima sexta-feira (8), quando também será comemorado o aniversário do músico e vocalista: Markinhos.


Quer conhecer e ouvir o grupo Numa Boa?

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=NF4qbrNbC78/


http://www.youtube.com/watch?v=vSwPyGUnH9A



 

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