quarta-feira, 10 de maio de 2017

Morre músico do Municipal carioca e 40% do corpo artístico do Teatro São Pedro em São Paulo.





Leonardo Páscoa, ex-barítono do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Foto reprodução da internet.
Por Marcos Santos.

A música e a cultura na região sudeste estão de luto. Reflexo da crise causada pela roubalheira de políticos que atinge o Rio de janeiro e do descaso do governo e entidades sindicais de São Paulo.


Morre no Rio de Janeiro um dos maiores barítonos do Brasil, Leonardo Páscoa (42) deixando sua esposa e um filho pequeno. Segundo matéria publicada no site O Globo, o músico teve um infarto fulminante, provavelmente, provocado pelas tensões decorrentes da falta de pagamento do 13º salário de 2016, como também, dos vencimentos mensais que estão atrasados há dois meses. 

Sua esposa Rose é soprano no Municipal e além da dor de enterrar o marido tão jovem em condições precárias e vexatórias , ainda passou pela humilhação e descaso não só do Governo do Estado, como também dos "representantes" dos músicos: OMB/RJ e SindMusi-Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro que nem sequer publicaram uma nota lamentando o ocorrido. 

A matéria do O Globo relata que a viúva precisou fazer uma vaquinha entre os colegas para enterrar o marido. Mas, em contrapartida, o pagodeiro Almir Guineto e o cantor Belchior foram lembrados pelas entidades sindicais, haja vista que, no caso desses músicos as entidades dão a entender que não sobraram ônus pelas mortes por se tratar de artistas solos. Diferentemente do Leonardo Páscoa que morreu, porém, o corpo artístico do Municipal ainda está vivo mesmo com todas as dificuldades financeiras e portanto, precisam de representantes sérios que se interessem e lutem por suas demandas.



Política partidária, hipocrisia, demagogia e afins.

Enquanto a esposa, filho e amigos choram pela morte de Leonardo Páscoa e os músicos do Municipal fazem apresentações na rua em troca de cestas básicas, aqueles que se dizem seus representantes, em vez de prestarem assistência ou pelo menos solidariedade aos profissionais do Teatro, mas, principalmente à viúva, preferiram no mesmo dia da morte do jovem cantor clássico, convidar o sertanejo e deputado federal- (PRB) Sérgio Reis para gravar um vídeo, cujo teor vem carregado de demagogia dizendo que apoia os interventores da OMB/RJ em nome da valorização, dignidade e respeito ao músico brasileiro. A pergunta que não quer calar: para eles (OMB) e seus asseclas políticos, qual o verdeiro conceito dessas palavras que eles tanto gostam de propagar nas mídias sociais?


Desde que os interventores comandados por Gerson Tajes o Alemão que é funcionário da FTTRESP há mais de duas décadas, invadiram o Sindmussp em São Paulo em 2013 e a Ordem dos Músicos do Brasil em 2015, que eles vêm propagando mentiras por meio do facebook, twitter, Youtube tentando vender a ideia de que estão lutando pela valorização da classe musical, porém, o que se vê nos últimos quatro anos é o avanço da deterioração sistêmica das instituições artísticas que agonizam por falta um representante que seja de fato, o interlocutor  com força política, moral e ética para virar esse jogo. 

 Aonde estão a OMB, Sindicatos e políticos oportunistas?

Há mais de vinte dias este blog publicou a fala do senador Magno Malta (PR)  em defesa da autarquia federal mais corrupta do Brasil. Entretanto, até agora não se viu nenhum parlamentar usando de seu mandato para lutar de fato, pelos trabalhadores da música, pelo contrário, o que prevalece é o jogo político partidário e a retórica desgastada que estão  acima dos interesses de uma classe que precisa ir as ruas pedir alimentos para sobreviver. É  o caso do corpo artístico do Municipal carioca que precisou realizar um concerto público em frente ao teatro para arrecadar mantimentos, já que estão sem salários há dois meses.



Artistas do Municipal realizando protestos em frente ao Teatro e pedindo donativos ao público presente.



 


Não há em nenhuma mídia social alguma manifestação de solidariedade e apoio desses políticos aos músicos relatados nessa matéria, apenas o viciado lobby politico que não passa de uma cortina de fumaça para esconder as reais intenções desses pelegos.

 Contrariando e ignorando os fatos, o interventor da autarquia carioca, Mauro Almeida esbanja sorrisos  ao lado do funkeiro Buchecha como se tudo estivesse transcorrendo dentro da mais perfeita normalidade.

A arte, a cultura e a música estão morrendo no Brasil, cadê a OMB e Sindicatos?

Já em São Paulo, o caso é tão grave quanto a capital fluminense. Foi publicado no mesmo dia da morte do barítono do Municipal carioca um vídeo do diretor artístico do Teatro São PedroLuiz Fernando Malheiro informando que no último sábado foi publicado no Diário Oficial, o desmonte do corpo artístico pela O.S que assumiu a administração da casa, cuja demissão atinge mais de 40% de todo o efetivo. Malheiro enfatiza que, com a perda desses músicos a orquestra deixa de ser profissional e passa a ser mista com um enorme perda de qualidade, já que para ocupar essas vagas a Organização Social contratará bolsistas. 

Na contramão desses graves acontecimentos, o Sindicato dos Músicos de São Paulo continua na inércia e na superficialidade da sua real missão que é lutar por essas demandas. A não obrigatoriedade da cobrança do imposto sindical dentro da reforma trabalhista ainda não entrou em vigor e portanto, o recolhimento do tributo deste ano já foi garantido e não dá para entender o motivo do abandono da Força Sindical e Sindmussp seu afiliado,  com relação aos músicos demitidos do Teatro São Pedro. Usar como referência dados positivos publicados no Observatório da Cultura sobre o impacto econômico da música em Nova York como fez o o Sindmussp na sua fan page no último dia 04 de maio é no mínimo incoerente e afrontoso, haja vista que, naquele país as leis funcionam e as instituições que defendem os trabalhadores não são currais de sindicalistas pelegos e corruptos, mas, acima de tudo, lutam pelos direitos de seus representados e de contrapartida promovem um resultado econômico e social dignos de serem copiados por nações como o Brasil que agoniza nas U.T.I  vítima do câncer terminal provocado pela corrupção sistêmica e roubalheira generalizada. 

Essa redação entrou em contato com as entidades artísticas, porém não obteve respostas. 

Confira as manifestações sobre os  dois casos no facebook.

Luiz Fernando Malheiro-diretor artístico do Teatro São Pedro.
Imagem reprodução da internet.






A quem a OMB representa? 

Por que não prestou solidariedade ao músico do Municipal?

























quarta-feira, 19 de abril de 2017

Na luta pela sobrevivência, OMB busca apoio do Senador Magno Malta que ignora a Lei 3857/60.


Magno Malta-Foto reprodução da internet.
Por Marcos Santos.

Depois de recorrer a grandes nomes da música no Brasil para o famoso lobby político que vão desde lambada, pagode, sertanejo, até músicos mais refinados como: Maestro João Carlos Martins, Maestro Júlio Medaglia, passando por Beto Barbosa, Daniel, grupo Molejo e até o Falcão rei do brega dentre outros, porém, é bem provável que a maioria desses apoiadores da Ordem dos Músicos do Brasil não conhece a enxurrada de Mandados de Segurança contra essa autarquia acéfala e corrupta, como também, desconhecem talvez, as decisões do Supremo Tribunal Federal  que revogou a obrigatoriedade de o músico ter de se filiar à autarquia e a verdadeira história nebulosa da entidade. 

Na contramão dessas decisões e da própria Lei 3857/60, desta vez o escolhido como garoto propaganda da Ordem dos Músicos do Brasil é o senador Magno Malta  (PR).

Há alguns meses ele vem transitando pelos corredores e salas da OMB em São Paulo e Rio de Janeiro e, em reuniões fechadas com os interventores da entidade vem costurando apoio político e como moeda de troca, grava vídeos a pedido desses dirigentes com apelos persuasivos no intuito de salvar a quase extinta Ordem dos Músicos do Brasil atolada até o "pescoço" por inúmeros processos em diversas instâncias.
Magno Malta, sua esposa Lauriete e interventores da OMB.
Foto reprodução da internet.

 “A OMB tem o mesmo reconhecimento de lei que a Ordem dos Advogados, amém? Então é o seu documento, assim como o advogado tem a carteira dele, você tem a sua carteira de músico. É a sua identidade(...) Você que executa um instrumento, que não toca nenhum instrumento, que canta, que compõe, aqui (OMB) é o seu lugar. Até você que não toca nada mas canta, vem pra cá”. Apelou o Senador Malta.

Ignorando tudo que já foi publicado sobre a farsa  dessa "nova" diretoria, o parlamentar enfatizou ainda em seu vídeo que, agora é um novo tempo na autarquia e que os interventores estão fazendo tudo corretamente.

Assim como a Ordem dos Músicos do Brasil, talvez essa seja mais uma tentativa de sobrevivência política do senador do PR conforme publicado no site Século Diário.
O apelo do senador Magno Malta diverge totalmente do artigo 28  da própria lei 3857/60 que ele diz assegurar ao músico direitos legais, mas, se esquece que esses direitos seguem critérios estabelecidos na lei e pior, compara a autarquia que por mais de meio século só serviu de balcão de negócios escusos, à Ordem dos Advogados do Brasil. 

Todos sabem que para tirar a carteira da OAB em primeiro lugar é necessário ter curso superior de Direito e posteriormente prestar o exame que, por sinal é um dos mais rigorosos do país. Mesmo formado o bacharel em Direito só poderá exercer a profissão mediante aprovação no exame e daí a aquisição da carteira. Portanto, a comparação do parlamentar é um acinte não só aos profissionais da justiça como também aos músicos que se dedicam profundamente ao estudo da música e suas ramificações artísticas e culturais em instituições superiores de ensino como rege a própria lei 3857/60.

Como o interventor maior da OMB, o ex-presidente do Sindicato dos Motoboys do ABC-SP, Gerson Tajes, o Alemão não é músico e conseguiu sua carteira por meio de fraudes como já foi relatado nesse blog, provavelmente, ele queira instituir essa prática a todos que almejam ter uma carteira com o brasão da República.

Há quase um mês este blog publicou matéria sobre Mandado de Segurança  impetrado pelo SESC e acatado pela Juíza Silvia Figueiredo Marques da 26ª Vara Cível Federal desobrigando o profissional da música a se filiar a OMB por entender que a entidade com viés sindical fere o artigo 5º incisos IX e XIII da CF de 1988 e outros.

Bastou publicar o vídeo de Magno Malta apoiando a OMB na rede social para que manifestações contrárias chegassem pelo facebook e WhatsApp.

“No Brasil só existem duas Ordens: a dos Músicos(OMB) e a dos Advogados(OAB). Ambas são do período regencial (por isso são Ordens, não Conselhos); Ambas recebem incentivos federais e têm representação no Brasil inteiro; ambas tem o poder de expulsar qualquer farsante que tente entrar pela janela na categoria. Ambas foram criadas para manter a seriedade, disciplina e incentivo a quem quer entrar na carreira. Agora a pergunta que não quer calar: por que só uma funciona? ”. Observou o músico e professor de música, Osias Leandro.




Esta redação entrou em contato com a assessoria do senador Malta via WhatsApp, porém, eles não quiseram  comentar sobre o caso.





terça-feira, 28 de março de 2017

Mandado de Segurança do SESC contra a OMB/CRESP sinaliza mais uma importante vitória dos músicos.


SESC Belenzinho- foto reprodução da internet.


Por Marcos Santos

Dia 10 último a Folha de São Paulo publicou  notícia sobre mandado de segurança impetrado pelo Serviço Social do Comércio e expedido pela Juíza Sílvia Figueiredo Marques da 26ª Vara Cível Federal de São Paulo no qual desobriga os músicos a se inscreverem na  Ordem dos Músicos do Brasil como também, se submeterem ao visto da autarquia nos contratos de trabalhos celebrados pelo SESC por meio da nota contratual.

Dra Carla Bertucci Barbieri

Esta redação entrevistou a Coordenadora Jurídica da Administração Regional  do SESC em São Paulo, Carla Bertucci Barbieri que, além de disponibilizar a decisão do mandado de segurança, esclareceu o motivo que levou o Serviço Social do Comércio a tomar essa tardia atitude e como se trata de um recurso extraordinário, a OMB poderá recorrer, porém, até agora a autarquia não se manifestou e caso o faça, o SESC não irá revogar sua decisão e recorrerá à instâncias superiores caso seja necessário. 

Segundo Bertucci, nos últimos dez anos músicos de vários segmentos artísticos têm procurado o SESC relatando que estão sofrendo restrições e ameaças por parte da Ordem dos Músicos do Brasil por não serem inscritos na autarquia, entretanto o quadro tornou-se mais grave quando em outubro de 2016 a OMB foi lacrada para que os músicos não tivessem acesso e o atendimento só seria possível por meio de agendamento em horários e dias específicos, estipulados pelos interventores, causando portanto, o maior transtorno tanto aos não inscritos quanto aos já inscritos, porém, com pendências de pagamentos de taxas, mas principalmente, ao SESC que dependia da nota contratual para celebração do contrato de trabalho. 

A assessora jurídica ressaltou ainda que, embora correndo o risco de sofrer cobranças de multas por parte da autarquia, a Organização Social resolveu atender ao apelo dos músicos e bandas que há uma década já vêm impetrando mandados de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal para terem seus direitos constitucionais garantidos, já que o SESC sempre cumpriu com a sua agenda cultural e com o seu compromisso de levar arte e entretenimento para população, entretanto, os entraves burocráticos se tornaram muito frequentes e por fim insustentáveis devido ao êxito que esses músicos vinham obtendo na justiça.

Na decisão o SESC alega que:  “A Ordem dos Músicos do Brasil tem exigido que o músico e aquele que o contrata, celebrem uma nota contratual com o visto da autarquia, afim de que fique comprovada a regularidade da inscrição profissional com base na Portaria 3347/86 do Ministério do Trabalho, sob pena de aplicação de multa ao músico e ao contratante. Sustenta ainda que tal imposição é inconstitucional e fere o princípio da liberdade de expressão da atividade artística e liberdade profissional regidas pela Constituição Federal de 1988.

“O músico não precisa de um órgão regulador como por exemplo: CRM, OAB, CREA, etc. Haja vista que a profissão de músico não oferece nenhum risco a sociedade, apesar de ter o mesmo valor das demais, porém, ela está diretamente ligada a regulação do mercado, ou seja, a regulação do mercado é a mais implacável de todas. O mal profissional não se mantém e, além disso, o músico está bem assegurado pela Constituição Federal com o livre exercício da sua profissão e da sua liberdade de expressão no âmbito cultural. Tendo em vista todo esse quadro constitucional e os precedentes favoráveis colhidos pelos músicos no STF. Portanto, nós buscamos com a impetração do mandado de segurança colher pelo menos para a relação entre SESC e músicos, essa inconstitucionalidade. Não estamos com essa decisão acabando com a OMB ou acabando com o visto em nota contratual. O que nós obtivemos em juízo é: não exija mais essa inscrição dos músicos para a celebração do seu contrato e nem a assinatura da autarquia na nota contratual. ” Ponderou a advogada e coordenadora jurídica.
                                                                    Arquivo do Youtube



Carla Barbieri disse também que o SESC sempre cumpriu com o seu dever com relação as exigências da OMB e desde que foi criada a Lei 3857/60 sempre emitiu a nota contratual garantindo ao músico e seus respectivos representantes: sindicato e Ordem dos Músicos do Brasil todos os direitos legais constantes na referida lei, porém, agora não faz mais nenhum sentido ir na contramão da Constituição Federal, penalizar os músicos e a sociedade em face ao sucateamento e deterioração sistêmica nas quais  se transformou a autarquia federal.

Como já foi noticiado nesse blog, as notas contratuais provavelmente, nunca chegaram ao Ministério do Trabalho ou, se chegaram, não houve por parte do órgão federal a manutenção das garantias trabalhistas aos profissionais da música que pagaram regularmente as taxas exigidas pela OMB e sindicato, como também, nunca houve fiscalização, tanto dos órgãos federais, quanto do Sindmussp que deveriam trabalhar para que o músico com idade avançada e problemas de saúde pudessem hoje, pelo menos gozar de uma aposentadoria.


Grimaldi Santiago-assessor de Gerson Tajes
Imagem extraída do Youtube-Músico Empreendedor
Em entrevista ao blog Músico Empreendedor em novembro de 2016, Grimaldi Santiago, assessor de gabinete do interventor Gerson Ferreira Tajes disse, que foi encomendada uma auditoria na OMB ao escritório de Fernando Guerra que é ligado diretamente a Opus Dei e que os documentos solicitados pelo escritório já haviam sido encaminhados há 30 dias como também a formalização do contrato de prestação de serviços, entretanto, ressaltou que o resultado sairia em sessenta dias no máximo.

Como este prazo já venceu, o Jornalismo.com entrou em contato com o auditor Fernando Guerra nesta manhã e o mesmo afirmou que não foi celebrado nenhum contrato com a autarquia e que não queria mais comentar sobre o assunto e desligou seu celular sem responder a essa redação qual seria o motivo de não querer comentar. Porém, na mesma época em que o vídeo foi postado no Youtube, esse blog conversou com o auditor da Opus Dei e o mesmo havia ratificado que seu filho Carlos Guerra é quem estava encarregado pela auditoria encomendada pela OMB e que o resultado poderia ser favorável ou não ao órgão regulador da profissão músico, porém, não quis dar mais detalhes.

Fernando Guerra foi indicado aos interventores paulistas na Ordem dos Músicos do Brasil pelo maestro João Carlos Martins – Bachiana Filarmônica Sesi. Martins disse que só iria colaborar com a “nova” diretoria da OMB, caso o resultado da auditoria revelasse total transparência com relação a administração do dinheiro público e seu destino, além disso, impôs como condição para uso de sua imagem e, citações nas redes sociais com referência aos seus projetos musicais e carreira artística, que fosse criado um departamento financeiro administrado por algum executivo ligado ao Bradesco ou banco Itaú, como também sugeriu, que a parte jurídica da OMB ficasse nas mãos do escritório do renomado advogado Ricardo Leitão que já cuida do jurídico da Fundação Bachiana. Em contato hoje com a Ordem, descobriu-se que o jurídico da autarquia está sob o comando de Maria Cristina Barbato, a mesma citada por Roberto Bueno nos esquemas fraudulentos que levaram Gerson Tajes, o Alemão a se apoderar do mais alto cargo dentro da hierarquia da OMB.

Já o advogado Leitão afirmou a essa redação que só aceitaria o trabalho caso não houvessem nenhuma irregularidade e esquemas ilícitos com a entidade, porém, com as matérias apresentadas e documentos que comprovam corrupção, fraudes e improbidades administrativas da antiga e da nova gestão, o advogado resolveu desistir da proposta que renderia ao seu escritório pagamentos mensais de R$10 mil.

Este blog falou com o pianista João Carlos Martins hoje pela manhã e o mesmo afirmou que seu amigo Fernando Guerra desistiu da auditoria por falta dos documentos solicitados.
O maestro disse ainda que, devido tratamentos médicos de rotina e agenda lotada, não pôde mais acompanhar os desdobramentos da falência generalizada de todas as unidades regionais da Ordem dos Músicos do Brasil e lamenta profundamente pelo abandono que os músicos sofrem há mais de cinco décadas.

Essa redação buscou ouvir a OMB, porém a responsável pelo departamento jurídico Maria Cristina Barbato (que não é advogada) a mesma citada em carta escrita e registrada no 3º Cartório de Notas da capital pelo presidente deposto, Roberto Bueno, disse que não foi notificada (mesmo após 18 dias da decisão) e se foi, não tem que dar satisfação a ninguém, muito menos aos músicos e, bastante alterada e agressiva bateu o telefone sem responder as perguntas.


Com exclusividade, na íntegra a DECISÃO da Juíza Federal-Sílvia F. Marques








Quem são os representantes da Ordem dos Músicos do Brasil?

Arquivos do MVM-Movimento de Valorização dos Músicos
                                               


             Há sete anos músicos do Distrito Federal já vêm se mobilizando.





  

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Gostosuras ou travessuras?





Imagem: Marcos Santos
Da esquerda para direita: Roberto Bueno (ex-presidente da OMB/CRESP), Tony Maranhão (ex-presidente do Conselho Federal da OMB) e Gerson Tajes (ex-"presidente figurativo" do Conselho Federal da OMB).


Por Marcos Santos

Como todos já sabem hoje vários países ocidentais comemoram o dia de Halloween, dia das bruxas para muitos aqui no Brasil, mas, a data é mais representativa nos Estados Unidos e pegando um gancho sobre essa festa do horror gostaria de  traçar um paralelo dentro do que está ocorrendo na ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL e destacar o quanto a tenebrosa trajetória de seus dirigentes se assemelha aos inúmeros causos contados sobre essa festa pagã.

Pelo jeito as travessuras desse trio e de outros personagens que citarei mais a frente, irão lhes custar um preço muito alto por ter levado a brincadeira maldosa ao extremo. Há mais de cinquenta anos (quando o Halloween nem se quer pensava em incorporar-se na nossa cultura)  milhões de músicos esperam pelas gostosuras que deveriam usufruir dos recursos que foram desviados e, que deveriam ser aplicados em prol da classe musical em todo o território nacional por direitos estabelecidos na lei, porém, lá naquela época, imagina,  os espíritos do mal lembrados todos os anos nesta data já estavam por aqui cometendo suas travessuras incorporados nesses e naqueles dirigentes que hoje não estão mais entre nós e  sim, acredito eu, no mundo das trevas.
Diz a lenda que há mais de 2500 anos essa data já era comemorada pelo povo celta que acreditava que no último dia do verão (31 de outubro) os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas os moradores colocavam nas casas objetos assustadores como por exemplo: caveiras, ossos decorados, abóboras esculpidas em formato de monstro entre outros. 

Um objeto não menos assustador como esses foi colocado na entrada da casa dos músicos (OMB-SP) semana passada conforme eu e a jornalista Cláudia Souza  já noticiamos para impedir a entrada desses espíritos malignos que só causaram mal à cultura brasileira, mas, principalmente à música que é uma das expressões mais lindas da arte e de contrapartida, movimenta milhões ou até bilhões  de dólares ficando atrás somente do petróleo e do futebol.

Ofício fixado na entrada da OMB-SP.


O prejuízo gigantesco deixado por essa hierarquia do mal  não atingiu apenas aos associados que por décadas contribuíram pagando seus tributos à essa entidade corrupta como também pela cobrança de emissão de carteiras a peso de ouro, cobrança  de ingressos em eventos patrocinados pela taxa do artigo 53,  mas, acima de tudo, o prejuízo causado ao Erário que deixou de arrecadar milhões e milhões que deveriam ser aplicados em causas sociais como por exemplo: aposentadoria por tempo de serviço, pagamento de auxílio doença caso repassassem os tributos sobre os pagamentos das notas contratuais ao INSS, aposentadoria por  invalidez ou mesmo maternidade e reclusão conforme políticas estabelecidas pela previdência. 

Além dessas almas penadas causarem esse rombo na Previdência Social e nos cofres públicos ainda conseguiram por meio das suas travessuras, assassinar sonhos, enterrar talentos e aspirações, motivações artísticas e profissionais, vários projetos de inclusão social por meio da música que deveriam beneficiar não apenas quem tenta viver dela, mas, sobretudo a cultura brasileira e suas milhares de manifestações artísticas. Inclusive, o capitulo III  da Lei 3857/60 está recheado de gostosuras que deveriam  ser distribuídas a  milhares de músicos se, de fato esses anjos do mal tivessem a ética e a moral como bases estruturais de suas gestões. O reflexo dessa deterioração sistêmica é sentida por um número expressivo de profissionais da música que,  por motivos de idade avançada, doenças, portas fechadas no mercado de trabalho, dentre outras questões precisam se virar como podem tocando e cantando nas ruas dos grandes centros e, além da humilhação e exclusão social, ainda são perseguidos por agentes públicos da prefeitura local e são expostos ao caos da violência urbana que assola o nosso país.


Só com a arrecadação do artigo 53 da lei 3857/60 daria para construir ao longo dessas décadas casas de repouso, centros culturais para gerar emprego para os músicos que hoje estão fora do mercado, hospitais, espaços de convivências, hotéis, etc. Se não estivesse nas mãos de zumbis, garanto que até os artistas e músicos consagrados doariam recursos financeiros  para esses projetos em vez de depoimentos fantasiosos gravados em vídeos e difundidos em rede social para persuadir os poucos que ainda acreditam nessa falácia. A  exemplo disso que estou escrevendo e claro, cabe dentro desse raciocínio, é o caso do Hospital para tratamentos de pessoas com câncer em Barretos interior de São Paulo e que hoje, está se expandindo por várias outras cidades da da grande metrópole  com a ajuda maciça e solidária dos artistas sertanejos. 

Este projeto começou na mesma década em que foi criada a Lei que rege a Ordem dos Músicos do Brasil, porém, por pessoas sérias, honestas e comprometidas com o empreendedorismo e o bem estar social, sobretudo, voltado para as famílias carentes. O mais interessante nisso tudo é o fato de o atual gestor do hospital, Henrique Prata, não ser nem médico e muito menos administrador de empresa, mas é um brilhante ativista das causas sociais reconhecido no mundo todo e referência quando o assunto é tratamento de câncer . Talvez, se a autarquia federal estivesse nas mãos de músicos verdadeiros e honestos, a realidade da música no Brasil seria outra e, fazendo um paralelo com a história de Prata, nem mesmo o Hospital do Câncer de Barretos é capaz de tirar a Ordem dos Músicos do Brasil desse estágio avançado dessa terrível doença (câncer) que causou metástase em toda a sua estrutura. 

Voltando ao assunto do Halloween, o dia de hoje não está sendo nada fácil para esses espíritos travessos que  apostaram cegamente que poderiam continuar cometendo  suas travessuras sem ao menos serem percebidos: Roberto Bueno, Gerson Tajes, Helder Silveira, Maria Cristina Barbato, Fernando Soares da Silva o Skylo, Mauro Almeida e Tony Maranhão (este que aparece na foto acima entregando certificado do cargo criado exclusivamente para dar poderes ao Alemão como: Presidente da Comissão de Reestruturação Administrativa e Operacional da OMB). 


Abaixo algumas das inúmeras travessuras cometidas pelo ex-presidente da autarquia federal Roberto Bueno.
       
        1) Empréstimos programados para pagamento pela OMB/CRESP, de alguém com o codinome de Carlos Adolfo, vulgo "Rato" cujas parcelas somavam 164.430 mil;
  
                 2) Movimentações bancárias suspeitas;
     
                  3) Uso indevido de cartão corporativo;

                  4) Emissão de notas fiscais de prestadores de serviços superfaturadas, entre outras.
     
                 5) Além disso, existem provas de que automóveis da OMB foram passados para o             nome do Roberto Bueno;

                 6) Além do salário de aproximadamente 13.500 mil, Bueno também teria participação em percentuais dos honorários negociados pelo advogado Helder Silveira, referente aos pagamentos do artigo 53(alíquota da receita de shows internacionais) com empresários e artísticos, que por lei, tais recolhimentos deveriam ser obrigatórios e por vias fiscalizáveis sem nenhuma necessidade de intermediários comissionados.

     Já as travessuras do Gerson Tajes Alemão e seus ungidos ultrapassam todos os limites da razão e do bom senso e para não cansar você leitor, sugiro que acesse os arquivos deste blog clicando no lado direito da sua tela ou deslizando o dedo no seu smartphone ao ter acesso a essa plataforma de notícias.

                                       Gostosuras ou travessuras?
        


        Saiba mais acessando:                                       

                                              
               










1





















sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Farsa do "novo" Conselho Federal da OMB gera muita confusão e ameaças.


Semana tumultuada na Ordem dos Músicos do Brasil após resultados de uma "suposta" auditoria que comprovou inúmeras irregularidades administrativas, fraudes e até a interdição da regional de São Paulo, porém nada disso publicado no Diário Oficial.

Foto reprodução da internet.

Por Marcos Santos

O clima esquentou nesta semana após publicações de reportagens da jornalista Cláudia Souza em seu blog Músico Empreendedor . Tudo parecia caminhar muito bem conforme os planos de Gerson Ferreira Tajes (ao centro) arquitetados desde que invadiu o Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo em 2013, porém num desentendimento interno e briga pelo poder, Alemão viu seu castelo de areia desmoronar após  Roberto Bueno o facilitador de sua entrada e seu bando nas entidades, porém, agora o suposto traído pelo próprio Tajes resolveu por a boca no trombone e delatar os esquemas ilícitos que continuam na Ordem dos Músicos do Brasil mesmo depois da saída do ditador Wilson Sandoli por meio de carta registrada em cartório e divulgada pela jornalista do Músico Empreendedor. De acordo com o documento, Bueno resolve falar  a verdade sobre toda a farsa e a rápida ascensão de Alemão ao topo da pirâmide  na escala hierárquica da OMB sem qualquer qualificação, formação acadêmica ou plano de carreira dentro da entidade que naturalmente o levasse a essa posição tão disputada na autarquia. Entenda o caso.

Na última terça-feira a jornalista Cláudia Souza noticiou em seu site  a interdição da Ordem dos Músicos por tempo indeterminado pelo presidente da junta interventora Ricardo Antão após receber relatos dos auditores sobre supostas ameaças sofridas pelo presidente figurativo Gerson Tajes que, dois dias depois passou por cima das ordens de Anapolino e Antão e reabriu a sede da OMB. As práticas truculentas e desrespeito as leis e a ordem social do dirigente sindical e seus asseclas não são novidades, haja vista que, em 2014 ele invadiu a reunião do Conselho Federal em Brasília causando muita confusão e corre-corre conforme já noticiado neste blog no link acima. No final de 2015 em Araraquara, cidade do interior de São Paulo, quando era presidente do Sindmussp, Alemão recrutou 200 pessoas ligadas a diversos sindicatos (dizendo ser músicos de cidades vizinhas) e provocaram tumultos que atrapalharam não só a paz e a ordem da pacata cidade interiorana como também  o trânsito  e, portanto,  a polícia precisou intervir e o caso foi parar na delegacia. A notícia foi publica em jornal local O Imparcial.

No grito e na base de ameaças no final de 2014, Alemão reuniu dirigentes da Força Sindical, CUT , UGT e sindicalistas de vários segmentos, além de Roberto Bueno e seu advogado Helder Silveira e  fizeram muito barulho em frente ao luxuoso Hotel Hilton no Morumbi área nobre de São Paulo em outubro daquele ano, cobrando da Poladian Produções Artísticas o repasse de 10% sobre o valor real  do contrato do show que o maestro holandês André Rieu (que estava hospedado ali) realizou no Brasil. Mas a guerra começou mesmo devido a pressão que Alemão fez para receber os 5% do valor real do contrato, já que houve subfaturamento e fraude no documento lavrado pela produtora e de acordo com Helder Silveira principal negociador e cúmplice nessas fraudes contratuais , o evento que valia alguns milhões de reais, a Poladian apresentou aos dirigentes um contrato no valor de 60 000  apenas, o que daria uma arrecadação de 6.000 00 conforme artigo 53 da lei 3857/1960. O caso ganhou repercussão em várias mídias, inclusive a revista Veja São Paulo.

"NÓIS TOMÔ"


Este é o jargão muito usado no meio sindical e toda vez que Gerson Tajes se reúne com seus seguidores e bajuladores, o "nóis tomô" é como se fosse uma questão de honra para quem se apodera de algo na base da violência e ameaças criminosas. Por meio de fontes,  esta redação teve a informação de que um bar na esquina da entrada do prédio da OMB/CRESP na Avenida Ipiranga, virou point dos dirigentes em questão e todo dia a cúpula do Sindmussp e Ordem, ainda comandadas pelo presidente deposto do Conselho Federal se reúnem para jogar conversa fora e, num bate papo regado com muitas bebidas  alcoólicas em uma tarde no início do mês de outubro, os auditores foram constrangidos pelo Alemão quando estavam indo embora após varredura na sede da autarquia: "Vocês estão do nosso lado né, posso confiar em vocês?" Perguntou o sindicalista.


Empresas de fachada de Gerson Tajes Alemão

Por que aparece nessa "empresa" os contatos do Sindicato dos Músicos de São Paulo?

Por que Gerson Tajes colocou  seu enteado Gabriel Miquelin como sócio?

De acordo com IBGE Concla-Comissão Nacional de Classificação, a estrutura jurídica dessa "empresa" cujo código 3999 a classifica como Associação Privada prevista nos artigos 53 a 61 da Lei nº 10. 406 de 07/01/2002 (Código Civil).

Apesar de, o Alemão não ser mais presidente do Sindmussp, a "empresa" criada em nome dele Gerson Ferreira Tajes traz como um de seus sócios, Gabriel Miquelin Valêncio seu enteado e,  para complicar ainda mais a situação, além de, no mesmo endereço não existir mais a MSA Records, outra empresa de fachada do sindicalista, o Instituto de Braços Dados cadastrado neste mesmo local leva o endereço eletrônico do Sindicato dos Músicos em São Paulo e os contatos telefônicos. Já o contato t elefônico da produtora MSA aparece cadastrado com o código de área de Santos, litoral sul de São Paulo (13) 3219-2224.

Confirmando os fatos!

O J.Com foi até o local das empresas citadas, porém, na recepção foi informado que a MSA não está mais naquele endereço há mais de dois anos e, que o local servia apenas para reuniões de sindicalistas.. Apesar de o telefone ser de Santos, no cadastro não consta o novo endereço.

A informação adquirida por essa redação é verídica pois em visita a página da produtora no facebook da MSA Records mostra que há quase três anos não houve nenhuma publicação e que, aliás, naquela época o Sindmussp ainda estava filiado a UGT- União Geral dos Trabalhadores, porém, hoje a entidade está filiada à Força Sindical.

Este blog entrou em contato nos números abaixo e de acordo com a funcionária do Sindmussp-Cristiane, quem administra o instituto é Gabriel Miquelin, porém, ele vai ao sindicato localizado na Avenida Ipiranga 324-6º andar-Centro  uma vez por semana. Perguntada sobre as atividades profissionais e a ligação da "empresa fantasma" com o Sindicato dos Músicos, a mesma não soube explicar e disse que essa informação só o presidente Adelmo Ribeiro poderia dar, mas estava em reunião.

Conforme a Lei 10.406 /2002, esse instituto não pode estar ligado a nenhum sindicato
Esta natureza Jurídica não compreende:

Portanto, há fortes indícios de que se trata de mais uma empresa de fachada criada por Gerson Ferreira Tajes cuja finalidade precisa ser melhor esclarecida e investigada com bastante profundidade pelas autoridades policiais, justiças: federal, estadual e municipal, além da Polícia Federal.



Enquanto isso na "nova" ordem...

Não demorou muito para os auditores nomeados pelo próprio Alemão perceberem que estavam sendo manipulados e as matérias da jornalista Cláudia Souza colocam luz no que antes pareciam apenas suposições. Em seu texto a jornalista também cita  o ícone da música clássica no Brasil, o maestro João Carlos Martins que no início deste ano colocou sua imagem e toda a sua carreira em risco após anunciar na sala São Paulo que apoiava essa "nova diretoria" comandada por Gerson Ferreira Tajes Seguindo a mesma estratégia de marketing utilizada com o fundador da Orquestra Filarmônica Bachiana, o maestro Julio Medaglia também se rendeu ao  mundo de fantasia criado por Alemão e Mauro Almeida-interventor da OMB/RJ e publicou um artigo no qual deposita total credibilidade à "nova gestão" da autarquia federal.






Sem propostas de trabalhos para os milhões de músicos desamparados no Brasil há mais de cinco décadas, e com tantos embargos judiciais o Conselho Federal e a seccional da Ordem no Rio de Janeiro ainda continuam apostando na desgastada estratégia de lobby político vazio utilizando-se de artistas consagrados como: Fagner, Daniel, Jorge Aragão, Sérgio Reis dentre outros que, gravam pequenos vídeos que são publicados no facebook  em apoio a essas entidades que estão se afogando no mar de lama tóxica e mortal criado por eles mesmos descrito nas matérias das jornalistas Cláudia Souza e Cláudia Freitas na revista VIU! . Confira as reportagens clicando nos links abaixo. Em breve novas e bombásticas revelações sobre este caso nebuloso envolvendo uma das mais antigas autarquias federais.

Confira artigos relacionados:

http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2014/10/03/para-sindicato-show-de-andre-rieu-e-subfaturado-produtora-alega-extorsao.htm

http://www.musicoempreendedor.com.br/

http://reporteraguia.blogspot.com.br/2015/07/incompetencia-de-ministerios-facilitam.html



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Novas denúncias colocam novamente a Ordem dos Músicos do Brasil na mira da justiça.


Por Marcos Santos

Novas denúncias reascendem polêmica antiga sobre o envolvimento de esquemas de fraudes administrativas e corrupção dentro da Ordem dos Músicos do Brasil.
Imagem reprodução da revista VIU!


A reportagem da jornalista Cláudia Freitas na revista VIU! traz novas e detalhadas revelações que confirmam as dezenas de matérias publicadas nesse blog alertando as autoridades, sociedade civil e sobretudo, a classe musical brasileira sobre a deterioração sistemática da Ordem após saída do ditador Wilson Sândoli, ex-presidente da autarquia. 

A jornalista carioca ressaltou em seu texto que a Procuradoria da República no Rio de Janeiro instaurou Inquérito Civil que irá apurar as supostas irregularidades e fraudes cometidas pelas últimas gestões. De acordo com a matéria, Célia Silva e seu sobrinho foram vítimas de ação truculenta e desumana de dirigentes ligados a sindicatos de São Paulo com a total conivência de Roberto Bueno, presidente afastado da OMB/CRESP no mês passado por motivos que ainda estão sendo investigados. 

“O Tajes [Gerson Ferreira Tajes, atual presidente do Conselho Federal] esteve na minha casa, logo depois que eles assumiram o Rio, dizendo que ia ajudar o meu sobrinho, que é diabético e teve que amputar os dedos dos pés. Pediu pra gente não colocar o caso na Justiça, porque eles iam pagar tudo direitinho. Depois disso ele desapareceu, Ricardo não recebeu nada e ele [Tajes] ainda mandou um recado pra gente, depois que assumiu o Conselho Federal, que era pra gente procurar os nossos direitos. Depois quem me procurou foi o Bueno [Roberto Bueno] para tentar me convencer a retirar a representação no ministério [MPF]. Eles estão com medo do que vão descobrir”, afirma Silva.

Por que Tajes, o Alemão pediu para Célia não procurar a Justiça?

Em 06/05/2015 em editorial publicado neste blog, foram apresentados documentos, depoimentos e personagens que reforçam essas denúncias de forma irrefutável. Acesse: http://reporteraguia.blogspot.com.br/2015/05/editorial.html

Em seu dossiê que será entregue ao MPF no próximo depoimento,  Célia Silva cita Mauro Almeida e Gerson Tajes como velhos personagens nessa trama que parece estar chegando ao seu triste e importante desfecho. 

A matéria da jornalista carioca revela ainda a relação de Alemão com Ricardo Patah-UGT/SP, como também sua participação em empresas totalmente dispares aos reais interesses da classe musical brasileira. 


Leia a matéria completa clicando no link abaixo:



quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A CULTURA É A PRINCIPAL VÍTIMA DA TRAIÇÃO!

Por Marcos Santos

O caso emblemático sobre o esquema de corrupção envolvendo o Theatro Municipal de São Paulo ainda está muito longe de ser desembaraçado. Nesta quarta-feira a Folha de São Paulo publicou matéria que aponta possíveis desdobramentos sobre o desvio de R$ 20 milhões pela O.S que administrava a casa de espetáculos e agora, além de José Luiz Herencia protagonista deste espetáculo de horror,   o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira aponta mais um inimigo da cultura brasileira, Nunzio Briguglio Filho-secretário de Comunicação da Prefeitura. O depoimento de Juca não trouxe grandes revelações, apenas ressentimentos pelas escolhas erradas que fizera, já Herencia promete dar nomes aos bois em seu depoimento no acordo de delação premiada. 

Foto: Marcos Santos

Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura do governo Dilma Rousseff disse na CPI da Câmara dos Vereadores em São Paulo que teve sua confiança traída por José Luiz Herencia, indicado por ele para dirigir a Fundação Theatro Municipal em 2013. Além de culpar Herencia pela decadência do Municpal, o ex-ministro também criticou a ingerência do Secretário de Comunicação da Prefeitura Nunzio Briglugio Filho pelo sumiço de R$ 1 milhão dos cofres públicos que deveria financiar um suposto espetáculo por nome de Alma Brasileira, porém, o projeto nunca saiu do papel. Entenda melhor o caso acessando o link: http://reporteraguia.blogspot.com.br/2015/12/diretor-artistico-do-theatro-municipal.html






Volta ao início