quinta-feira, 28 de junho de 2018

Justiça arquiva processo e garante liberdade de expressão e comunicação ao blog Jornalismo.com

Por Marcos Santos

Dia 26 último a Justiça de São Paulo mandou arquivar processo criminal contra esse jornalista que vos escreve movido pelo Gerson Tajes Alemão que, além de requerer minha prisão, exigia também que esse canal de comunicação fosse retirado do ar porque vem apresentando sistematicamente irregularidades junto ao Sindicato dos Músicos de São Paulo e Ordem dos Músicos do Brasil desde que Alemão e seu bando se apossaram das entidades em 2013.

Da esquerda para direita: Alemão, Ronald Fonseca, Dudé, Bill, Skylo e Rodrigo conhecido como gordinho. 


Com essa justa decisão do Excelentíssimo -Juiz Marcos Vieira de Morais fica evidente que as  denúncias aqui apresentadas e todo o conteúdo produzido neste blog desde: vídeos, áudios, hangouts, citações de outros canais de comunicação, etc.,  e as diversas discussões nas redes sociais promovidas pelo Jornalista Marcos Santos autor desse blog, no sentido de elucidar os fatos com fundamentos não apenas documentais, mas, sobretudo jurídicos e, portanto, merecem total credibilidade do público leitor.

Esse é um grande passo do judiciário na direção das garantias constitucionais com relação não só à liberdade de imprensa, de pensamento e, acima de tudo à DEMOCRACIA. Foram três anos de análise deste caso e as inverdades atribuídas a esse que vos escreve ultrapassaram a máxima da razoabilidade e finalmente foram  rechaçadas pela justiça de São Paulo.

JUSTIÇA ENTENDEU QUE NÃO EXISTE CULPABILIDADE NAS DENÚNCIAS E MATÉRIAS APRESENTADAS NESTE BLOG.








Várias foram as tentativas do Alemão e seus sectários para desqualificar este trabalho e inúmeras investidas no campo pessoal para desestabilizar a mim e também inverter os valores não só profissionais, como de família, credo e principalmente, jornalístico. São cinco e exaustivos  anos  de atuação nessa história que está prestes a ter um fim graças a atuação isenta e eficaz da Justiça e dos Ministérios Públicos; estadual e federal.

Acesse essa decisão clicando aqui


Como já é praxe nesses procedimentos na esfera criminal, em 12/03/2015 foi lavrado boletim de ocorrência  (em anexo ) recheado de inverdades "relata que ele está causando situações de tumulto dentro da entidade, uma vez que liga dizendo que vai explodir uma bomba dentro do sindicato, e passou a dizer que está sendo vítima de ameaças por parte da vítima". Parágrafo que consta no boletim de ocorrência.

De lá para cá o que todos nós estamos assistindo é exatamente a confirmação de tudo que esse blog  vem noticiando mesmo sofrendo todo tipo de afronta não só desses citados aqui, como também, de outros do Distrito Federal que tentam a todo custo "surfar" na onda da distração de milhares de músicos que não lutam pelos seus direitos. Inclusive, em São Paulo a prefeitura quer limitar o número de artistas e trabalhadores da música que conquistaram o direito de se apresentarem na Avenida Paulista aos domingos, já que seus "representantes" OMB e Sindmussp não estão nem ai para o pleito e preferem continuar com suas selfies apostando em sofismas e propagandas enganosas em suas redes sociais, ou seja, nada mudou desde que o J.com resolveu noticiar as mazelas dessas entidades, exceto, o avanço do descaso com relação à políticas públicas favoráveis, para quem tenta sobreviver do dom de tocar e cantar seja no palco, nas praças e avenidas ou estações de trens e metrôs.

Essa redação entrou em contato com a OMB e Sindmussp, porém ninguém quis falar sobre a polêmica dos músicos da Paulista.

Confira agora documentos comprobatórios que dão veracidade a mais essa matéria.   







As folhas a seguir referem-se a partes da peça jurídica formulada pelo advogado de Gerson Tajes na tentativa de incriminar esse que vos escreve utilizando-se de frases escritas por mim em redes sociais e nesse blog. Porém, no entendimento do Magistrado Marcos Vieira de Morais, os argumentos por eles apresentados não procedem de acordo com o CPC artigo 44.  



























quarta-feira, 6 de junho de 2018

UGT e FORÇA SINDICAL são apontadas como pivôs em esquemas de propinas na operação 'REGISTRO ESPÚRIO' da PF.



Imagem reprodução do site O Estadão.


Por Marcos Santos

As estruturas das centrais sindicais: União Geral dos Trabalhadores-UGT  e Força Sindical ambas em São Paulo, foram abaladas mais uma vez com a notícia bombástica publicada hoje no site do Estadão. Segundo a matéria dos jornalistas, Breno Pires e Fábio Serapião de Brasília, "A Operação Registro Espúrio aponta indícios de que um depósito de R$300 mil feito pela União Geral dos Trabalhadores (UGT)  na conta de um sindicato teria sido utilizado para o pagamento de propina a servidores do Ministério do Trabalho. O objetivo do repasse seria para a obtenção de registro do sindicato dos empregados em restaurantes e serviços de São Paulo e região, o Sintraresp. Essa é a primeira ligação que os investigadores fazem da UGT com o suposto pagamento de propina e apontam o presidente da entidade, Ricardo Patah, como o responsável pela disponibilização dos recursos". 

Na medida que as investigações avançam o desespero e angústia aumentam e caminham na mesma proporção na vida de sindicalistas pelegos de outros segmentos. Até hoje nenhuma autoridade conseguiu desvendar o 'mistério' que existe por trás do Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo, haja vista que desde 2015 este blog vem apresentando sérias denúncias envolvendo essa "nova" gestão.

Em 2013 quando o Sindmussp foi invadido pelo Alemão e seu bando, eles apostaram no marketing político falacioso que atraiu milhares de trabalhadores da música e até personalidades da política e da mídia, porém, já no ano seguinte a entidade começa a sofrer sérios problemas financeiros mesmo com R$ 4.7 milhões encontrados na conta do sindicato, dinheiro este que nunca mais foi encontrado e nem sequer prestado contas aos associados em assembleias. 

O que essa operação busca esclarecer é sobretudo, que esses agentes sindicais, supostamente sempre agiram sob a tutela dessas organizações criminosas apontadas na reportagem. Sindicatos no Brasil desde que foram implantados se tornaram um negócio muito lucrativo e, sem as devidas fiscalizações a corrupção começou a correr solta e o que deveria ser alento aos trabalhadores associados ou não, passou a ser um tormento na vida desses, inclusive, de quem trabalha como funcionários nessas entidades devido atraso nos vencimentos e até calote como no caso do Sindmussp que, segundo informações, acumula dívidas milionárias só com processos trabalhistas, além de dívidas com condomínio e outros serviços essenciais.

Por que Ricardo Patah-UGT desvinculou o Sindmussp da sua filiação e nunca mais quis saber do Alemão e da Ordem dos Músicos?

Nessa conversa gravada em 2014, blog J.Com apurou que haviam fortes ligações políticas entre o presidente da UGT e Gerson Tajes Alemão afirmando   que Ricardo Patah participou de reuniões para tratar da reestruturação da "nova" OMB-Ordem dos Músicos do Brasil que, por sinal é uma entidade acéfala, atolada em esquemas de corrupção e tem como "irmão" nas fraudes e negócios espúrios o Sindmussp, conforme já foi mostrado aqui dezenas de vezes. O áudio abaixo comprova a ligação de Alemão com a UGT por meio de  instruções à sua diretoria sobre  a importância da parceria política entre ele, Patah, Tony Maranhão e Roberto Bueno, presidente da OMB à época, porém, hoje deposto pelo motoboy e seus sectários.


Quatro anos já se passaram e a tal reestruturação só ficou na retórica e de lá para cá os escândalos aumentaram e o saldo negativo dessas parcerias trouxe ainda mais prejuízos à classe trabalhadora que vive da música e, em especial os músicos que se encontram totalmente desamparados e à margem de sus direitos trabalhistas como mostra essa matéria de 31 de outubro de 2016.

Muito ainda precisa ser apurado nessa operação da Polícia Federal e Ministério Público Federal, principalmente, a emblemática relação entre dirigentes sindicais de São Paulo com o ex-superintendente da SRT/SP, Luiz Antonio Medeiros e Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio. Ao lado, Medeiros discursa para um pequeno grupo de militantes sindicais em frente ao Teatro Municipal em São Paulo num evento realizado em dezembro de 2014. 



   

                                                          Roberto Medina recebendo Alemão em seu camarote na  sexta edição do Rock in Rio.

Leia também: 

Farsa do "novo" Conselho Federal da OMB gera muita confusão e ameaças.





O historiador Marco Antonio Villa fala que MT é uma fábrica de sindicatos para pelegos e ladrões.










domingo, 3 de junho de 2018

Ministério do Trabalho sempre foi incompetente e omisso na fiscalização dos registros sindicais.

Por Marcos Santos

Há cinco anos o Ministério do Trabalho anunciou novas medidas para quem deseja abrir um sindicato, porém, essas "regras rígidas" que tinham como objetivo fortalecer o setor dando mais transparência e maior controle não passou de blá blá blá. Naquela época a TV estatal acompanhou as reuniões em Brasília e entrevistou o ministro do trabalho e emprego, Brizola Neto que trouxe dados alarmantes de processos parados aguardando análise do MTE, mas, nada do que ele disse sequer de fato se concretizou, pelo contrário, com a sua saída  do comando da pasta os velhos procedimentos e práticas de "fura fila" continuam a imperar no mais importante setor político para manutenção do equilíbrio social trabalhista, mas, acima de tudo da economia. "As novas regras vão garantir que os processos para registro ou alteração sindical sejam analisados de acordo com a data de entrada do pedido no MTE. Atualmente, existem mais de 4100 processos esperando analise. A meta é aumentar de 90 para 250 o número de processos concluídos a cada mês". Disse Brizola Neto à TVNBR. 


Brizola Neto falando das novas regras.

Se de fato essas novas regras fossem respeitadas e o balcão de negócios escusos extinto de vez do ministério, pelo menos mais da metade dos sindicatos hoje existentes jamais conseguiriam seus registros e cito como exemplo o Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e outros que sempre foram um "puxadinho" da Ordem dos Músicos do Brasil e atuam 'ad eternum' como curral político partidário em detrimento aos seus associados e, sobretudo, à classe musical brasileira. No último feriado 31-05 esse blog reproduziu a matéria da Rede Globo que revelou a atuação da Polícia Federal e MPF na "Operação Espúria" que desmentiu na prática tudo o que Brizola Neto havia afirmado naquela ocasião e, pra piorar, quando Manoel Dias e sua equipe assumiram a pasta em 2014 o sucateamento e atuação das quadrilhas políticas organizadas se intensificaram como mostrou a reportagem da Rede Globo e site G1. 

Em outubro de 2014 a assessora sindical Nicole Gourlat da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários- CNTU numa entrevista  a fenamtv explicou como os sindicatos deveriam proceder para regularizar suas pendências junto ao Ministério do Trabalho, porém, ela talvez, não sabia que a imensa maioria das entidades sindicais existentes burlaram as regras e conseguiram seus registros de forma ilegal e muitos serviram e ainda servem de "feudo" para organização criminosa formada entre parlamentares, MT e agentes sindicais pelegos e advogados conforme  apontaram  as investigações da PF, mostradas no G1

Imagem de arquivo.

Luiz Antonio Medeiros, ex-superintendente da da SRT em São Paulo tratando de assuntos sindicais com José Grimaldi Santiago, chefe de gabinete de Gerson Tajes Alemão mandatário do Sindmussp e interventor da OMB/CF.
De acordo com a Polícia Federal, os registros de entidades sindicais no ministério eram obtidos mediante pagamento de vantagens indevidas; não era respeitada a ordem de chegada dos pedidos ao ministério; a prioridade era dada a pedidos INTERMEDIADOS POR POLÍTICOS; a operação apontou um "loteamento" de cargos do Ministério do Trabalho entre partidos PTB e Solidariedade. 

Nicole Goulart explica como regularizar situação de cadastro sindical.

Dr Carlos Frederico Z. Neto fala de registro sindical na sede da OAB/SP.




quinta-feira, 31 de maio de 2018

Operação REGISTRO ESPÚRIO da Polícia Federal causa alvoroço no Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil.

Por Marcos Santos

A Polícia Federal deflagrou  ontem quarta-feira operação que começa desvendar as denúncias que este blog vem apresentando há três anos. Batizada de OPERAÇÃO REGISTRO ESPÚRIO que significa registro desonesto, falsificado e coisas do tipo. A Polícia Federal em conjunto com o MPF buscam revelar esquemas criminosos envolvendo o Ministério do Trabalho, políticos e lideres sindicais. De acordo com o site G1 e a matéria do Jornal Nacional-Rede Globo há políticos de partidos de grande expressão e revela: "Segundo as investigações, o núcleo político do suposto esquema teria como participantes, além dos deputados, o presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson; o suplente de deputado Ademir Camilo Prates Rodrigues (MDB-MG); e os senadores Dalírio Beber (PSDB-SC) e Cidinho Santos (PR-MT), atualmente licenciado do mandato". 

Ainda de acordo com a matéria, os agentes federais também fizeram buscas na Força Sindical e na União Geral dos Trabalhadores (UGT) de Ricardo Patah. A imagem ao lado mostra o motoboy Alemão recebendo registro sindical das mãos de Manoel Dias-PTB, ex-ministro do trabalho do governo Dilma acompanhados de Ricardo Patah, presidente da UGT. Hoje interventor do Conselho federal da Ordem dos Músicos do Brasil, mas, em 2013 Gerson Tajes  conseguiu sua carta sindical e de seus diretores de maneira suspeita e, é exatamente isso  que a matéria da Globo busca revelar.  Tajes conseguiu cooptar apoio não só figuras divulgadas no site G1, como também da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo onde é funcionário vitalício, apoio da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, à época dirigida por Luiz Antonio Medeiros, além de políticos como: Ademir Camilo (amigo do Alemão) apontado como suspeito nos esquemas de fraudes nos registros sindicais e Paulinho da Força. Já os parlamentares,  senador Magno Malta (PR), deputado federal Marcelo Aguiar (DEM) se juntaram a Gerson Tajes após o motoboy ter invadido a OMB. Não há registros de que esses dois últimos tenham participado dos esquemas que começaram em 2013.

O suposto esquema.

A apuração começou há um ano, informou a Polícia Federal, para investigação de crimes de formação de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, as investigações revelaram "um amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes sindicais e parlamentares".

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema de fraudes nos registros sindicais funcionava em secretarias do MT responsável pela análise de pedidos de registro. Fonte: G1.

Ligando os fatos.

A operação 'Espúria' da PF apurou que houve registro que chegou a custar até R$ 4 milhões. Quatro anos atrás a jornalista Cláudia Souza denunciou esquemas de desvio de mais de R$ 4 milhões dos cofres do Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo. Será que essa fortuna foi destinada à compra do registro de Gerson Tajes e seus asseclas em 2013? 





De acordo com os documentos que essa redação teve acesso, houve sim irregularidades na posse de Gerson Tajes Alemão e sua diretoria à frente do Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo em 2013. Entretanto, as denúncias e documentos  encaminhados ao Ministério Público, Ministério do Trabalho e à Justiça de São Paulo até hoje não foram apurados. Talvez, essa operação da PF  esclareça como que o motoboy Alemão conseguiu alçar voos tão altos mesmo com tantos crimes que pesam em suas costas desde que invadiu o Sindmussp há cinco anos, sobretudo, fraudando o próprio estatuto da entidade. Sem apoio político de parlamentares isso jamais seria possível. Que a PF e MPF possam definitivamente elucidar os fatos e punir os responsáveis pelo sucateamento das entidades envolvidas.



Documentos que o J.Com teve acesso.









Após essa divulgação, cabe ao Ministério Público e Ministério do Trabalho esclarecerem à sociedade quais foram os critérios utilizados para que essas pessoas ocupassem cargos de diretoria na entidade burlando não apenas as regras estabelecidas pelo Estatuto, como também as que "regulam" as diretrizes do Ministério do Trabalho.  





Essa geração de corruptos será varrida da face da terra e está começando pelo Brasil.

Confira a matéria completa acessando este link.


Créditos dados à Rede Globo e site G1.


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Marcos Santos deflagra esquemas de corrupção na OMB.










quinta-feira, 26 de abril de 2018

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL derruba pauta que mudaria o destino de milhares de músicos e artistas.

Por Marcos Santos

Supremo Tribunal Federal adiou mais uma vez a votação das ADPFs 183 e 293 que estava marcada para hoje. Há quase uma década que essas ações estão paradas na Suprema Côrte e infelizmente, sempre é colocada em último plano às vésperas da discussão que pode mudar o destino, de milhares e até milhões de músicos e artistas de todo o território nacional. 

É importante ressaltar ainda que, a Ministra Carmen Lúcia, presidente da casa não soltou nenhuma nota na imprensa ou no próprio site do STF informando o motivo do adiamento e uma possível data na agenda do Supremo.

Portanto, deixo aqui a minha manifestação de REPÚDIO e quero sugerir a todos (as) que são a favor dessas mudanças na Constituição Federal, que enviem e-mails a todos os ministros ou quem puder, liga nos gabinetes cobrando uma explicação que seja plausível e que justifique esse balde de água fria que foi jogado em nossas cabeças. Mas principalmente, ao relator das peças, Ministro Alexandre de Moraes.

Será que essa reunião foi o fator determinante para o cancelamento da pauta bomba?




    
                                                                                                                                          
                                                                      
                                                     



terça-feira, 24 de abril de 2018

Ordem dos Músicos do Brasil está às vésperas de ser extinta por força da ADPF 183.

Por Marcos Santos

No próximo dia 26 de abril, quinta-feira, o Ministro Alexandre de Moraes do STF coloca em votação a A.D.P.F 183 que sugere a revogação de 22 artigos da Lei 3857/60 que criou a Ordem dos Músicos do Brasil em 1960. A proposta é da Procuradora Geral da República Deborah Duprat que ingressou com a ação junto à Suprema Côrte. A notícia provocou um certo alvoroço nas redes sociais e a atriz global Carol Castro encabeçou campanha na internet contra a votação da ADPF 183, mas, de acordo com as últimas decisões tomadas pelos ministros do STF, as ações seguem o seu rito em conformidade com as leis e não com as vozes das ruas ou abaixo-assinados virtuais. De acordo com o site do Supremo Tribunal Federal,  Duprat ressalta ainda que um dos campos mais relevantes da liberdade de expressão é o das manifestações artísticas, inclusive a música. Assim, essa liberdade é violada com a exigência de que músicos profissionais se filiem à Ordem dos Músicos do Brasil. E acrescenta: “Da mesma maneira, é indiscutível a ofensa à liberdade de expressão consubstanciada na atribuição a orgão estatal do poder de disciplinar, fiscalizar e punir pessoas em razão do exercício de sua atividade artística”.
Os dispositivos questionados pela ADPF são os artigos 1º (parcial); 16; 17, caput (parcial) e parágrafos 2º e 3º; 18; 19; 28; 29; 30; 31; 32; 33; 34; 35; 36; 37; 38; 39; 40; 49, caput; 50; 54, alínea b (parcial); e 55 (parcial) da Lei n° 3857/60. 

Não fosse uma conversa antecipada de dirigentes da OMB e o maestro João Carlos Martins  com o Ministro Alexandre de Moraes, essa ADPF entraria em pauta conforme agenda do STF, porém, se nenhuma explicação ela foi retirada da pauta. 

Será que tem a ver com essa reunião?




segunda-feira, 2 de abril de 2018

Líderes do MVM mudam o foco e contribuem ainda mais para a fragmentação da classe musical.



Por Marcos Santos

Em áudio gravado por líderes do movimento pela valorização do músico de Brasília, percebe-se que o alvo de seus ataques já não é mais a Ordem dos Músicos do Brasil com seus dirigentes corruptos, mas, esse blog que, mesmo o líder Gedae Flores afirmar que o conteúdo aqui publicado tem todo fundamento e verdade, ainda assim, o gaitista Engels tenta arregimentar seus poucos seguidores com a intenção de confundi-los para  obter algum êxito no processo que move contra o jornalista deste blog que só tem apresentado a notícia como ela é de acordo com fontes fidedignas que conhecem profundamente as ações e intenções desses líderes oportunistas. Leia o texto até o final e faça uma reflexão sobre os fatos aqui apresentados.


Engels gaitista e Gedae Flores posam para foto em frente a sede do Correio Braziliense.

Nem mesmo o jornal de maior expressão do Distrito Federal, quer dar crédito ao MVM, embora o gaitista afirmou a essa redação que Leonardo Cavalcante, editor chefe do caderno de política do periódico é músico e seu amigo pessoal, e lhe prometera fazer uma ampla reportagem sobre dossiê que narra toda a trajetória e ascensão meteórica de Alemão junto à presidência do Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil. 

O compromisso deste canal sempre foi de esclarecer e levar à classe musical do Brasil informações relevantes que a grande mídia não tem interesse em pautar, provavelmente,  por razões políticas, econômicas, ideológicas ou, quem sabe, o conjunto desses três elementos juntos. A linha editorial desse blog  tem como premissa, valorizar a  profissão dos músicos e similares, mas sobretudo, propor ideias sobre a falta de consideração e do abandono por parte das instituições que deveriam representá-los, independentemente de ideologias romancistas e políticas partidárias que sempre se sobrepõem aos reais sentimentos da classe, com suas demandas emergenciais.

Sempre com a mesma retórica, esses aventureiros de Brasília (MVM) nunca conseguiram consolidar seus planos e continuam andando na contramão dos interesses dos músicos causando inclusive, mais confusão e ruptura entre as classes não só dos profissionais do show business, como também provocando descrédito da sociedade e da classe política já bastante alheia e desinteressada com relação a este tema que não produz o que mais os políticos buscam, votos nas urnas segundo declaração do próprio líder ao seu grupo fechado no whatsApp.


Acreditando que um movimento ativista em favor dos músicos e da cultura brasileira criado em Brasília pelo gaitista Engels Espíritos há uma década, alguns músicos começaram a seguir o MVM nas redes sociais e, por pressão do próprio líder, compartilhar seus discursos para que obtivesse o maior alcance possível, e com isso pavimentar o caminho rumo aos seus interesses nada ortodoxos e além disso, sem uma estrutura política sólida, séria e ideologia cristalizada de fato, com resultados positivos e plausíveis no âmbito nacional, no sentido de atrair simpatizantes e militantes em torno da causa. Os líderes do movimento, principalmente o Engels Espíritos, agora resolveu apostar na divisão da classe já tão fragilizada, dispersa e roubada por décadas pela Ordem dos Músicos do Brasil e Sindicatos patronais e classistas diretamente ligados à autarquia.


Com tantas demandas extremamente importantes a serem tratadas e trabalhadas em prol de milhões de músicos, o gaitista do DF prefere mudar o alvo de suas ações e, em vez de trabalhar para unir a classe e gastar suas energias para concretizar aquilo que promete em seus vídeos no Youtube, elegeu essa mídia que, ao contrário do MVM tem trabalhado  de fato pela classe  musical, levando informações relevantes e prestação de serviço essencial  aos músicos do Brasil, sociedade civil e a todos que sobrevivem do show business.

Não bastasse a sua atuação desastrosa na audiência pública no Senado Federal em novembro de 2017 e seus comentários infelizes com relação a classe política, na qual busca apoio por meio do senador Cristóvão Buarque, Engels se empenha para convencer seus poucos liderados de que sofre difamação e calúnia por parte desse que vos escreve, no entanto,  se esquece que o jornalista e músico Marcos Santos serviu ao MVM por um ano sem nenhuma remuneração, inclusive, sem nenhuma ajuda de custo para as viagens, estadias decentes, alimentação, pesquisas, representação política,  produção de vídeos e matérias, além de envio de documentos via SEDEX, elaboração de dossiê, etc. Todo esse esforço foi feito não só a pedido do MVM, mas, principalmente, por amor e dedicação aos milhões de músicos que vivem à margem dos direitos trabalhistas e condições básicas dignas para o exercício de sua profissão.

Da mesma forma que Gerson Tajes-Alemão e sua gangue tentaram tirar esse blog do ar por meio de processos na justiça, ferindo inclusive a CF/1988 quanto a liberdade de expressão e pensamento, o líder do MVM busca a mesma estratégia, por se sentir incomodado com as verdades aqui apresentadas e confirmadas pelo seu secretário Gedae Flores que reforça a  notícia aqui já publicada que revela a desunião deles e a falta de interesse dos poucos adeptos do movimento esquelético que precisa ganhar corpo, musculatura, segundo as palavras do próprio líder. Flores acredita mais em seres extraterrestres do que propriamente em uma mudança de paradigmas na profissão músico. Talvez quem sabe, ele esteja esperando descer um disco voador cheio de alienígenas para dar corpo ao MVM ou, provavelmente, durante suas alucinações, pensar que serão abduzidos para outras galaxias.

Qual mudança significativa e expressiva que o gaitista e seus liderados conseguiram em prol dos músicos do Brasil? – Até onde nós sabemos, nenhuma. Inclusive, excluíram suas páginas do facebook porque essa redação revelou conteúdos que divergiam totalmente do que eles defendem como bandeira e ativismo cultural.

Gedae Flores o cabeludo, um dos líderes do MVM admite que eles nunca foram um movimento ativista e, após revelações desse blog, Flores apela para que as pessoas manipuladas por eles no grupo fechado, se mexam. “ Agora é que a gente tem que se unir e fazer esse movimento tomar corpo. Acho que todo mundo tem de ler aquele blog (este blog-J.COM)  e o que ele escreveu e ver onde é que podemos agir melhor. Tem muita coisa que ele falou ali que o cara tem razão". 

 Talvez, o medo dos líderes do MVM, principalmente do gaitista Engels (que deve ter esquecido) é que venha a público a divulgação dos documentos confidenciais subtraídos da Ordem dos Músicos por meio de invasões cibernéticas ao e-mail da autarquia, supostamente por hackers ligados ao próprio MVM que tiveram acesso na íntegra de documentos, notas, prestações de serviços, planilhas e conversas suspeitas dos dirigentes de várias regionais e Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil e, encaminhados para o e-mail do movimento. Essa informação foi dada pelo próprio criador do MVM a essa redação, porém, por questões de ética jornalística, essa redação resolveu não divulgar esses documentos adquiridos de forma criminosa. O compromisso desse blog sempre foi pautado em cima da verdade dos fatos.                                                Lei Carolina Dieckmann              



         Mudança do foco!

Muita coisa mudou dentro do MVM após a audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, principalmente, a tônica das ações que eles defendiam, embora a passos de tartaruga, porém, a obstinação do movimento tinha um foco que era acabar com a Ordem dos Músicos do Brasil, mas agora o objetivo é calar esse blog que há quase cinco anos tem se dedicado exaustivamente de forma ética e profissional,  a mostrar aos leitores como a imoralidade, a mentira, o oportunismo veem tentando conquistar espaços não apenas em repartições ligadas a cultura, mas, acima de tudo no consciente popular por meio de sofismas e lobbys políticos marqueteiros, sem nenhuma comprovação real ou, pelo menos, adesão de milhões de músicos e pessoas ligadas ao show business.

O que se vê é muito barulho e pouca efetividade. É muito discurso e poucos resultados. São muitas paixões que só servem para causar divisões e pior, distanciar ainda mais as instituições que acabam colocando para o último lugar da fila, demandas importantes que já deveriam ser votadas há anos, como por exemplo a ADPF 183 que extingue os piores artigos da Lei 3857/60.

Enquanto o MVM, Sindicatos, OMB, Associações, etc; estiverem defendendo apenas seus interesses, as classes de trabalhadores da música continuarão sobrevivendo seja por hobby ou profissão, independente de terem a carteira da Ordem ou não, sindicalizados ou não, matriculados ou não em associações, membros ou não do MVM, e sabem por quê? – A resposta é simples: porque a música é um segmento da arte que não precisa e nem deve sofrer censura por nenhum órgão e isso é garantido pela Constituição Federal em seu artigo 5º-incisos IX e XIII.  Portanto, enquanto quem vive da música ou apenas simpatizantes dela não constatarem mudanças dentro desse cenário musical caótico e disputa por poderes e interesses pessoais, nada irá mudar e quem tem carreira consolidada jamais entrará nesse front onde oportunistas estão se digladiando e contribuindo ainda mais para a divisão e distanciamento dos profissionais músicos e daqueles que realmente querem fazer algo de bom pela música e suas manifestações culturais.







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